前 200 行。
OS PRODUTORES AGRADECEM À DIRETORIA DO ALMIRANTADO
E À EAGLE OIL AND SHIPPING COMPANY LIMITED,
DONOS DO SAN DEMETRIO,
SEM ESSA AJUDA ESTE FILME NÃO PODERIA TER SIDO FEITO.
ESTE FILME É DEDICADO AOS OFICIAIS E HOMENS
DA MARINHA MERCANTE BRITÂNICA
SAN DEMETRIO LONDRES
Bela arma, esta.
Podemos olhar, mas as armas são como as mulheres.
Só se percebem quando se está em ação.
E depois é demasiado tarde.
- Vergar-me não é para mim hoje. - Demasiada porrada, ontem à noite.
Nunca se sabe quando se vai navegar.
Tenho apanhado bebedeiras de despedida a semana toda, só para prevenir.
Cuidado, vem aí o velhote.
Vocês andaram na escola de artilharia?
Sim, senhor.
Espero que se lembrem do que vos ensinaram.
Se tivermos algum problema, cabe-vos salvarem o navio e a tripulação.
E a mim.
- É tudo, chefe. - Certo. Prende-a.
Esperemos que se mantenha assim até voltarmos a casa.
- É a última, contramestre? - Sim, senhor.
- Temos tudo o que devíamos. - Certo.
Há um Sr. Dodds do escritório a bordo. Está no seu gabinete.
Certo. Veja se consegue encontrar o chefe e peça-lhe para verificar.
Sim, senhor.
- Muita confusão em Londres ontem à noite? - Estava sim.
Aqui também esteve muito animado.
9 DE SETEMBRO DE 1940, SEGUNDA-FEIRA
Olá, Sr. Dodds. Ainda bem que teve tempo.
- Boa tarde, George. Teve uma boa licença? - A velha história de sempre.
Ligou-me quando eu começava a gostar.
Quer dizer quando ela começava a gostar!
Bem, assim como vem, também vai.
Que tal um copo?
Já não temos muito tempo.
Bem, já me conhece, seco como o jantar de um cão, de costa a costa.
Não que nos dê muito tempo em terra!
Bem, George, uma carga de petróleo vale todo o chá da China, hoje em dia.
- Então, pode reclamar... - Mas tenho de ir.
Bem, eu olho para si.
Eu chamo a atenção!
- Eu curvo-me de acordo. - Abaixo a escotilha.
Entre.
Sente-se, chefe.
- Olá, Sr. Dodds. - Boa tarde, Pollard.
- Como está a sua senhora e a Kathleen? - Estão bem.
A Kath irá candidatar-se à bolsa de estudos enquanto estivermos fora.
Boa sorte para ela!
Disse-lhe que sem bolsa de estudos, não haveria presentes nesta viagem.
- Sirva-se, chefinho. - A esta hora do dia? Obrigado.
Bem, Sr. Dodds, o que vamos buscar desta vez?
Petróleo. Parece um trabalho para dois meses.
América?
O comodoro dir-lho-á.
Muito bem. De qualquer maneira, voltamos no Natal.
Entre.
- A nota da carga, senhor. - Obrigado, Sr. Hawkins.
Quantos homens ainda estão para vir?
O cadete, senhor, e um par de marinheiros.
- Zarpamos pela manhã. - Certo, senhor.
Um jovem simpático.
Linda esposa.
E um miúdo a caminho, também.
Os marinheiros deviam ser solteiros.
- Navio muito longo, este. - Desculpe!
- É o cadete? - Sim, senhor. Housden.
Guarde os "senhores" para os oficiais, eu sou apenas o aprendiz.
Vamos arrumar o seu equipamento.
MINHA QUERIDA JEANNIE,
BEM, AQUI ESTAMOS NÓS DE NOVO NAS NOSSAS VIAGENS.
ATÉ AGORA, O TEU JOVEM IRMÃO ESTÁ A COMPORTAR-SE...
John, é melhor apressares-te. O piloto está de saída.
Toma, escreve o envelope para despachar.
A Jeannie nunca nos perdoaria se zarpássemos sem lhe enviarmos carta.
- Aqui tem. - Sim.
Pode pôr isto no correio, senhor?
Com certeza.
- Bem, boa viagem. - Obrigado.
Desculpe, senhor. Pode pôr isto no correio, por favor?
- Muito bem, rapaz. - Para o selo.
- Não se preocupe com isso. - Obrigado, meu senhor.
Metade em frente, meu senhor.
Metade em frente.
Então, no curso da compressão, o ar no cilindro fica muito quente.
Se não tivesse a tampa, verias o pistão a mover-se para cima e para baixo,
e mesmo antes de chegar ao topo do curso,
nós bombeamos o óleo.
Aqui em cima. Mas é claro, também não consegues ver isso.
Isto é só um cilindro, há mais sete iguais a ele
todos a trabalhar no mesmo eixo.
Não reconheço a cara. Quem é o senhor?
- Jamieson, senhor. Comissário de bordo. - Então, não devia estar aqui em baixo.
- Não lhe dão trabalho suficiente? - Sim, senhor.
- É seu amigo? - É o irmão mais novo da minha mulher.
É bom rapaz e daria tudo para trabalhar aqui em baixo.
- Prometi que daria um olhinho. - Estou a ver.
Bem, se já terminou a sua palestra sobre motores,
talvez deva ficar de olho neles!
Sim, senhor.
- Queres 180. - 180?
Sim.
Sessenta!
- E outra vez! - Mais um para jogo.
Eu dou-te o jogo e o navio também!
- Em cheio! - Raios, está lá!
Escreve para o News of the World e diz-lhes para me enviarem um crachá.
- Olá. Quem és tu? - Entrou a bordo ontem, em Southend.
- Refugiado? Não gosto de ataques aéreos. - Venham comigo, rapazes.
É a última oportunidade de comprar um bilhete do Leger.
- Entram todos? Dez cada um. - Está bem. Eu quero um.
E tu?
Eu não. Nunca ganhei nada na vida.
Eu quero. Quando é o sorteio?
Já. Antes do noticiário das 18 horas.
Este é o programa Casa e Forças, da BBC. Eis as notícias...
Sr. Sadler, pode dizer-me o resultado de St. Leger, por favor?
Depois.
Ontem à noite, o principal alvo da Luftwaffe foi novamente Londres.
Houve danos consideráveis a residências e indústrias...
- O que se passa em casa, Sparks? - Londres continua sob ataque.
Londres novamente.
Bem, eles não vão parar só para lhe agradar.
Eu sei. Espero bem que a esposa tenha ido para o campo.
Fi-la prometer que o faria se as coisas ficassem más.
Não se preocupe. Ela vai ficar bem.
Estamos prontos. Tudo terminado, senhor.
- Ele está todo aberto lá em baixo. - Certo. Abram as bombas.
Tudo aberto!
Só há uma visão que eu gosto mais.
É isso a aparecer de novo quando chegarmos a casa.
Espero que viva para o ver, chefe.
- Tudo sob controlo, Sr. Wilson? - Sim, senhor.
Certo. Vou até aos corretores do navio para arranjar homens.
Está bem.
Querem dois marinheiros. Um petroleiro, para Inglaterra.
- Nome? - Daines, senhor.
- Nacionalidade? - Britânica.
- Já esteve embarcado? - Não, senhor.
Mas gostaria de voltar, da maneira como as coisas estão.
- Tudo bem. Eu levo-o. - Obrigado, senhor.
É de Tyne?
Não, meu capitão. Japonês.
Desculpe, irmão, vamos para outro lado.
- Nome? - Preston.
Estou à procura de uma passagem só de ida para me poder juntar à RAF.
Lamento, não podemos aceitar americanos. Regra sobre não-beligerantes.
- Leva canadianos? - Certamente.
Está bem. Eu sou canadiano.
- Tempo embarcado? - Muito.
Petroleiros?
Não, mas acho que me servirá tão bem como qualquer outro navio.
A questão é se vai servir para o navio.
Um...
... dois.
Muito bem.
- É para já? - Sim.
Desculpe, capitão. Há só uma pequena coisa.
Estou com pouca massa e gostaria de arranjar equipamento antes de partir.
Sim, eu conheço esse tipo de equipamento.
Dou-lhe um adiantamento sobre o ónus de 20 dólares,
pagável neste escritório três dias após a partida do navio, consigo a bordo.
Acho que lhe vou comprar um destes.
- A quem? - À minha avó.
Bela vista que a velhota faria sentada à sua porta
em Helensburgh com um destes pelos ombros!
Nem sequer evitaria a corrente de ar.
É melhor ficares cá fora e manteres o dinheiro no bolso.
- O que procuras? - Um presente de Natal para a Jeannie.
Uma cerveja grande, por favor.
A sair.
O mesmo, Joe.
- Olá. - Boa noite.
- Tem bastante espuma, não é? - Claro que sim.
Que porcaria!
Digamos...
Deixa-me dizer-te que vais encontrar a melhor cerveja do Texas em Galveston.
E a melhor cerveja de Galveston aqui mesmo neste saloon.
- Não é verdade, Joe? - Claro que sim.
Além disso, a cerveja texana é a melhor cerveja dos Estados Unidos.
E a cerveja americana é a melhor cerveja do mundo.
Ouça, se alguma vez for à Inglaterra, levo-o ao The Ship, em Faversham,
e pago-lhe uma Four-X. Não sabe o que é cerveja.
Por acaso, vou zarpar para Inglaterra a qualquer momento.
Parece que precisam da ajuda de alguém para ganhar esta guerra,
por isso, vou lá dá-la.
Muito obrigado.
Sim, e isto vai mostrar-te como estou preparado para lá chegar.
Até vou navegar num navio inglês.
Um velho petroleiro chamado San Demetrio.
Deixe-me dar-lhe uma dica, amigo.
Há um regulamento do British Board of Trade que diz
que nenhum bêbado pode embarcar num petroleiro
e o contramestre está lá para garantir que ninguém quebra essa regra.
Contramestres?
Como-os ao pequeno-almoço.
- 1,52 m cheio aqui. - Ele está cheio, sim senhor.
- Quanto dá isso? - Pouco mais de 11 mil toneladas.
Cerca de 13 600 metros cúbicos.
No comments yet. Be the first to leave one.