200 rreshtat e parë.
A MALDIÇÃO DA SEREIA
Um cobertor com muitos cochilos gera muitos mosquitos,
é o que o meu avô dizia antes do raiar do sol.
Beba sua água em uma caneca de uísque.
E por que diabos eles fazem filmes como se sereias respirassem água?
Claro que sereias são mamíferos, pois são metade humanas,
de acordo com as escrituras sagradas de Deus e pelos meus ancestrais!
Não é mesmo?
-Como que elas têm cabelo então? -O quê?
Por que sereias têm cabelo se vivem na água?
Elas podem ter cabelo talvez pela mesma razão
que morsas têm bigodes.
Por que morsas têm bigodes?
Não sei a resposta, mas elas têm, de fato.
-Tenho certeza absoluta. -Acha que sereias têm...
-Bigodes? -Você estava viajando enquanto eu falava?
Acha que elas usam sutiãs de coco ou sabe, tipo...
-Esses sutiãs de concha? -Acho que elas não usam nada.
-Espero que sim. -Isso aí.
E peixes na virilha.
Espera aí.
Estou com visual.
Ao 378, na 22 da direita, alinha e mantém.
Alinha e mantém, ciente.
Minha sobrinha...
está entrando no jardim de infância.
Então você acha que Sirenas existem porque
ninguém em pleno juízo gostaria de morrer intencionalmente?
Exatamente, sereias são diferentes de sirenas.
Você seduziria um assassino se
você soubesse que era um assassino, que também gostaria de te devorar?
Não acho que querem devorar sirenas, e sim transar com elas.
Então nesse caso continua o mesmo ponto, sirenas não existem, já sereias...
Sereias têm sido vistas há cem anos aqui nessas águas.
Emergindo para dar uma olhadinha, a curiosidade chamando atenção.
-Talvez elas existam mesmo. -Talvez sim.
Talvez se esperássemos tempo suficiente, por uma semana ou algumas...
poderíamos pegar uma emergindo, saindo da água para dar uma olhada...
nas luzes do mundo moderno.
Daria para ganhar uma grana se pegássemos uma cortássemos sua cauda.
-Por que faria isso? -Não sabe quantos recursos tem uma sereia.
Se ela sobrevivesse, talvez tentaria se soltar do barco.
Pela lógica, dizem que deve-se mutilar
uma criatura mítica.
Se você quiser transportar uma criatura mítica.
-Como então? -Pegamos o machado e cortamos sua cauda.
Tiramos tudo.
Amarramos a cauda no barco, e levamos conosco em baixo da água.
De volta à costa, devoramos a parte humana dela.
Vendemos ela em dois pedaços, e faturamos milhões.
-O machado no barco? -Está na parede, ao lado da espingarda.
-A gasolina do barco? -Enchi hoje de manhã.
Temos comida para durar uma semana?
Caranguejos que farão você vomitar depois de cada refeição.
E muitos cigarros para tirar o gosto ruim da boca.
Então vamos cortar a cauda de uma sereia.
Oi Susan, é o Dr. Beyer, deixe-me falar com a Margaret.
Esperando.
Claro, obrigado.
Ouvi algo prendendo na rede.
Desligue o motor para não assustá-las.
Você já viu o motor?
Tire tudo que possa estar sujando ele.
Esse barco está quieto faz tempo.
Vou colocar um anzol.
Um molinete, chumbinho...
uma boia.
-Todas as partes. -O motor não afastou os pássaros.
O motor não afastou os pássaros.
Cortadores cromados, moscas e anzóis combinados...
Certo, de nada.
-Pegue! -Sim, eu conto.
Amarre ao deque!
Tire-a da água!
Bem aqui!
Puxe!
Merda, puxe-a!
Pegue a manivela!
Ajude aqui!
Venha aqui, vadia.
Que merda!
Merda!
Não deixe ela ir à borda, ainda não amarrei.
Ela enroscou na rede.
Sou o Dr. Beyer, psiquiatra.
Por que está no meu barco?
Comprador interessado, sou bem rico.
-Cinco milhões. -Não tão rico.
Quinhentos mil dólares, meio milhão.
-Dois milhões. -Um.
Por que cortou a cauda dela?
BEYER PSIQUIATRIA ACOMODAÇÕES PARA MULHERES
A língua de uma baleia azul pode ser do tamanho de um carro.
-Sabe o que significa. -Ei, deixem eu participar.
Boa, Martha-Rose.
Muito obrigada.
Tem a série espacial também, qual é.
Posso jogar agora?
Pessoal, qual é, me deixem.
Vamos ver o placar das Olimpíadas e aí você joga.
E veja se eles dizem quando será a natação masculina.
June, você poderia pedir à sua amiga imaginária para pegar bebidas para nós.
Já que ninguém a vê além de você.
Você vai gostar do café daqui, é bem fresco.
Aqui não era um asilo ou algo do tipo?
-O que são todas aquelas fotos? -Antes do bairro se desenvolver.
O Doutor achou que seria apropriado comprar essa casa,
aqui, para os perturbados.
Lugar assombrado por um viciado em história.
Ainda existe.
Bem abaixo de nós.
Abaixo de nós.
Eles não trancaram pois agrega valor ao lugar.
Que porra foi essa?
Você deveria trocar aquela lâmpada.
Atrás de uma dessas portas,
nessa casa, ouvi passos.
E desci ao mais estranho dos sótãos
da nossa era.
Isso não é falado.
Qual porta é?
Troque a lâmpada.
Essa é do outro segurança, a namorada dele odeia armas
então ele deixa aqui.
O Dr. faz isso com sua arma também.
Estranho.
June, acho que tem um fantasma no banheiro!
-Mas nós ainda nem... -Calem a boca!
Acho que tem alguma coisa no banheiro.
Meninas!
Meninas!
Meninas, não caiam nas histórias da June!
É a menina nova.
E vocês agindo assim não vão deixá-la muito confortável, não é mesmo?
Agora voltem, vamos.
É isso, vai.
Boa menina.
Ela é doida.
DIA 4 - A PACIENTE PARECE DESANIMADA E INCAPAZ DE FALAR
DIA 13 - CAUDA VIROU ALGO PARECIDO COM UM CASULO, AINDA NÃO COME.
DIA 24 - PACIENTE ESTÁ CATATÔNICA
DIA 31 - CASULO CRESCENDO, PACIENTE APÁTICA
DIA 63 - CASULO ESTÁ SAINDO, PERNAS HUMANAS CRESCENDO
DIA 68 - PERNAS AINDA FINAS, PACIENTE VISIVELMENTE ANSIOSA
DIA 87 - PACIENTE INCAPAZ DE ANDAR, MESMO COM PERNAS "NORMAIS"
DIA 94 - PACIENTE COMENDO APENAS PEIXES
TRANSPORTANDO A PACIENTE DO BARCO À CASA PARA ESTUDOS.
NÃO CORRA OU FAÇA BRINCADEIRAS ESTÚPIDAS
-As pernas dela não funcionam. -Ela é paralítica?
Sem cadeira de rodas, acha que estão incentivando ela a andar?
Entendi, ela está desanimada.
Vou roubar uma cadeira.
Eles não fecham o armazém.
Mesmo se fechassem, porque não só atravessar a parede?
-Já se perguntou se pode fazer isso? -Do que está falando?
-Você esteve há dez anos aqui, não mais. -Não posso atravessar paredes assim.
-Atravessar... -Você não é uma de nós.
Dá para calar a boca?
Eu vejo coelhinhos?
Cadê eles?
Tem café fresco na cozinha.
E, Reyna, tem leite de amêndoas ao invés de...
Vocês ouviram o cachorro de novo?
Não vamos falar sobre isso, Alex.
O que a cadeira de rodas está fazendo nesse quarto?
Meninas.
Cadê o peixe?
Não temos mais peixe?
E tem o processo de admissão do novo paciente.
Você ainda não reportou nada.
Diga que estou preenchendo mas fiquei sem formulários.
Tem várias mensagens do inspetor de segurança,
eles querem trancar o sótão.
Transformar o velho asilo em um museu.
Tem uma boa trava naquela porta.
-Ele diz que não é o suficiente. -Idiotas sempre têm do que reclamar.
Beyer Saúde Mental, aqui é Susan.
-Oi, minha filha estava precisando de... -Sim, nós...
Vai se juntar a nós hoje?
Certo, como quiser.
Está passando natação masculina.
Sandra, talvez eu devesse trazer o café dela aqui.
-Homens de sunga... -Tudo bem.
Com grandes músculos!
Nem ligue para isso, aqui só tem maluco.
Estamos claramente tranquilas conosco.
Isso foi você?
Está tudo bem?
Está olhando para onde?
Olha o que eu tenho aqui.
Vamos.
Calma.
Olha o que eu trouxe para você.
Estes não se parecem com brinquedos?
Bonitos, não é?
Muito bonitos.
Gostou?
Olha esse, o que você achou?
Não precisa ter medo.
Esse aqui tem cheiro de aquário.
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