Evil Eye

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Publikuar më: 2021-04-11
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Pamje paraprake e titrave në Portuguese

200 rreshtat e parë.

Querida.

Não. Não te aproximes de mim.

Estou a pedir com jeitinho.

Anda comigo!

Para de resistir!

NOVA ORLEÃES, EUA

Estou?

Estou?

DELI, ÍNDIA

Estás a dormir?

São sete da manhã, mãe.

Está bem. Ligo-te mais tarde.

Não, podes falar. O que foi?

A tia Shobha ligou.

A Abhishek está noiva.

Ouviste o que eu disse?

Sim.

A tua prima mais nova está noiva. Só faltas tu.

Que pena.

Não devia ter saído dos EUA.

Só devia ter voltado para a Índia depois de te arranjar um marido.

O quê?

Deixa-me estar, mãe. Estou bem.

- Já te disse que não estou amaldiçoada. - Como sabes?

- Em breve, terás 29 anos. - Sim, é o último ano na casa dos 20.

Não. Sabes o que diz o teu horóscopo.

Se não casares até aos 29, nunca vais casar.

Nunca vou casar? Que tragédia.

Diz à Pallavi o que achas.

A astrologia é um disparate não científico.

Adoro-te.

Vão ambos torturar-me até morrer.

Um bom casamento não acontece de um momento para o outro.

Tens de levar isto a sério, está bem, Pallu?

Se não tiveres cuidado…

… coisas más podem acontecer.

Mãe, porque pensas sempre no pior?

Mãe? Estou?

Sou tua mãe, certo? É o meu trabalho.

- Estás a usar a tua pulseira? - Sim, estou.

Vai proteger-te do mau-olhado, querida.

Ótimo. Ainda bem. Já posso voltar a dormir?

Sim, claro. Desculpa. Descansa.

- Está bem. Falamos depois. - Adeus.

Protege a minha filha do MAU-OLHADO para que ela se case.

MAU-OLHADO

O MAU-OLHADO pode debilitar e trazer maldade, mas o amor vence tudo

Quando o MAU-OLHADO te é lançado,

ignora-o por tua CONTA E RISCO.

Que o amuleto dela contra o MAU-OLHADO a proteja dos perigos que ESPREITAM

- Não acredito que vais ser mãe. - Já me sinto mãe.

Estou tão apaixonada por esta pequena. Faria qualquer coisa por ela.

- Precisas de ajuda, Malik? - Não, deixa estar.

Ainda bem, porque não sei fazer chai.

MÃE

Parece que me ouviu expressar os meus fracassos como mulher indiana.

Queres que te ensine a fazer chai?

- Olá, mãe. - Olá, querida. Que música é essa?

Não conheces.

Mas gosto.

Olha quem está comigo.

Olá, Kelly. Estás tão linda.

Obrigada, Sra. Khatri.

- O Malik? - Está na cozinha a fazer chai.

Olá, Sra. Khatri.

Meu querido. Nem a Pallavi sabe fazer chá.

O que queres, mãe?

Pallu, pronto, eu queria…

Não. Não vou conhecer mais um rapaz.

Não foi por isso que liguei.

Claro que não.

Mas, bem, já que estou a falar contigo…

Olha, querida. Não é bonito?

Sim, muito profissional.

Vês? A Kelly também gosta dele. Vive em Houston.

Mas vai aí este fim de semana e disse que podia encontrar-se contigo.

Espera, já marcaste um encontro?

- Temos de ser rápidas. - Ele nem vive cá.

Não há indianos em Nova Orleães. O que queres que faça?

Mãe. Está bem. Já falámos sobre isto.

Não quero mais encontros arranjados.

Não digo para casares com ele. É só um café.

- É o quê? - Estou a tentar falar com a tua filha.

O que é que ela quer?

Arranjar um homem para a Pallavi que saiba fazer chai.

Mãe, estas coisas nunca resultam.

Mas e se desta vez resultar? Vais recusar sem tentar?

Como está o chai? Não está muito quente, pois não?

Está bem.

As coisas que eu faço por ti.

O que disse a tua mãe sobre este?

O habitual. É engenheiro, faz caminhadas ao fim de semana,

gosta de ouvir música.

Gosta de ouvir música?

Está bem.

Ele está lá dentro?

É muito mau?

Caraças.

- Boa. - Ele é todo bom.

O quê?

Não é aquele.

Devia ser. Pode ser.

Arrisca.

É um erro compreensível.

Os homens indianos são todos iguais, certo?

Vá lá.

CONTINUA A OLHAR PARA MIM O DE HOUSTON ESTÁ NO TRÂNSITO

FALA COM O GIRO! DIZ-LHE QUE QUERES A...

Olá.

Olá.

Nós conhecemo-nos?

Uau. Usas muito essa?

Desculpa.

- Tens um encontro arranjado, certo? - O quê?

Há algum tempo que olhaste pela janela, à espera de alguém.

Mas se fosse um encontro normal, já terias ido embora.

Como deves ter de prestar contas aos teus pais,

continuas aqui. Estou certo?

Meu Deus, encontros arranjados é a pior coisa de sempre, não é?

- Sim. - Sim.

Seja como for, não queria…

- Não. Claro. - Desculpa.

Fica bem.

Bem…

… ele ainda não chegou.

Pois não.

- Sou o Sandeep. - Pallavi.

É um nome bonito.

Obrigada.

Desculpe. Esteve aqui uma rapariga indiana à espera?

Sim. Foi embora há pouco.

Ele atrasou-se mais de uma hora, mãe. Claro que vim embora.

Sem mais nem menos? Onde estás?

- Com a Sonia. - Podes estar com ela quando queres.

Como podes fazer isto, Pallu? Ele é um rapaz decente de boas famílias.

Nem sequer o queria conhecer.

- Não importa. - Como não importa?

Porque fazemos isto pela tua felicidade,

pelo teu futuro.

Quando o comandante manda deitar, o soldado deita.

Mãe, não estamos no exército. Não és meu comandante.

Não tenho de te obedecer cegamente.

Estou a pedir que confies em mim.

Porque não podes…?

Porque não posso conhecer alguém eu?

Mãe?

Estou?

Estou?

- Estou? - Sim.

Claro que podes conhecer alguém tu.

Só não quero que…

… te apaixones pelo homem errado.

Queres que confie em ti, mas não confias em mim.

- Pois não? - Pallavi…

Falamos depois, está bem?

- Estás bem? - Sim.

A minha mãe dá-me água pela barba.

Desculpa.

Isto foi há uns anos, num casamento em Edison.

Antes de os meus pais voltarem para Deli.

Ofereceram emprego ao meu pai numa universidade

e voltar para casa era o que fazia mais sentido.

Deve ser difícil estarem tão afastados.

Também não vejo muito os meus pais.

Olha, diverti-me muito, mas tenho de…

Tens outro encontro arranjado?

Sim, quem sabe. Talvez ainda esteja lá à minha espera.

Podemos voltar a ver-nos?

Talvez.

Podes ir.

Há quase um mês que tens estas enxaquecas.

- Por favor, deixa-me ficar para ajudar. - Não. Se estiver sozinha, passam.

- Tens a certeza? - Sim. Vai. Eu fico bem.

Estou a ficar preocupado.

O que digo às pessoas?

Eu trago doces.

Acreditas? Conheceram-se por Skype há um mês,

e o casamento ficou logo marcado.

Não entendo. Estes jovens são tão modernos.

- Não, nem pensar. - Hoje, é o dia da asneira.

Onde está a Usha? Procurei-a o dia todo.

Ela adoeceu antes de virmos.

Virá visitar a família noutro dia.

- Ainda está obcecada com o mau-olhado? - Sim.

A Pallavi não está amaldiçoada.

Que disparate. Porque não a levas ao médico?

Leva-a ao meu. Ele receita de tudo.

Ela fica bem.

Disse para não tirares nada, e tu enches o prato.

Vou morrer amanhã.

- Deixa-me comer. - É dia do contra?

Deixa-me comer. Amanhã, vou morrer.

Vá lá.

Estou?

Olá, mãe. Estás bem?

- Sim. Claro. - Espera, eu acordei-te?

Não. Estava só deitada.

Mãe, hoje não é a festa de noivado da Abhishek?

Estás assim tão triste por teres faltado?

Mudando de assunto.

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