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TIO BUCK
Tire a mochila da mesa. A mesa é para comer.
Mas comem em pratos.
Não venha com essa merreca, Maizy.
Você falou "merreca".
- Merreca não tem nada de mau. - Achei que fosse palavrão.
- Você pensou em "merda". - Ah! Sei.
O que aconteceu?
Um garoto me perseguiu, e eu estava correndo.
Quando cansei, caí no chão, ele me bateu com um sapato.
- Agradeça aos seus pais por isso. - Como assim?
Foi ideia deles mudarmos para cá.
Não ganhavam dinheiro em Indianápolis.
Não importa que éramos felizes. Aqui somos tratados como merda.
- Essa eu vou contar. - Cale essa boca.
- Tire a mochila do chão. - Sempre ranzinza!
- Suas unhas estão me machucando! - Vá pegar!
Sua função é abrir a porta, e não ficar me batendo.
Sou americano. Tenho direitos!
Maizy, eu bato em você?
Não, mas falou "merda" 2 vezes. Só uma pra valer.
Tenho mais o que fazer do que cuidar de vocês.
O quê? Sair com amigos que não tem?
Por que não cala a boca?
Vem calar.
Quando a mãe não está, eu mando aqui.
- Estou cheio de ouvir isso. - Azar seu!
Sua besta!
- Meninos! São tão barulhentos. - Cala a boca!
- Cale a boca você! - Precisamos de meninos...
para eles crescerem, se casarem e virarem sombras.
Solte o cachorro.
Percy!
Que jantar maravilhoso, mãe. Como encontra tempo?
Miles.
Maizy, solte isso. Você ganhou o jogo?
Os jogos de hóquei acabaram há duas semanas.
Então não quer um bastão de hóquei de aniversário?
Sabem de uma coisa?
Quando o papai for a Nova York, vou tirar a semana de férias.
Para entrevistar empregadas?
- Cansei da sua atitude. - Verdade?
Estamos cansados desta brincadeira.
- Esta foi uma boa ideia. - Obrigado.
- Como está a torta? - Nada mal.
Vai trabalhar amanhã?
Infelizmente.
Não parece muito satisfeito.
Se quer saber, não estou gostando de trabalhar para minha namorada.
Pronto, falei.
Buck, eu te amo.
Eu quero me casar. Quero ter uma família com você.
O tempo está passando.
Quero escutar choro de criança antes de morrer.
Vou te dar um rato e um pedaço de metal.
Anime-se.
Não me provoque.
Não estou provocando. Eu me conheço.
Sei do que gosto.
Gosto de meus amigos, minha liberdade.
Gosto de saber que posso jogar golfe quando quiser.
Não machuco ninguém. Não vejo qual o problema.
É a melhor fórmula para solidão que eu já vi.
- Por que estamos discutindo? - Estamos conversando.
Disse que estarei no trabalho de manhã.
Preciso desabafar.
Sei que estou me repetindo, mas me deixe falar.
Estou me baseando no passado.
Vai aparecer no trabalho de manhã? Promete?
Chanice, vou ser honesto.
Se pudesse inventar uma desculpa convincente, eu a usaria.
- Meu Deus! - O quê?
Espere. É sua tia.
O que aconteceu?
Seu pai teve um infarto.
Quem vai cuidar das crianças?
A Marcie mora do outro lado da rua.
É a última pessoa a quem eu pediria um favor.
E os Neville?
Você ligaria para eles?
Quero sair o mais rápido possível.
Sou tão inútil aqui.
Não comece com a ladainha da mudança.
Não tem nada a ver com o que aconteceu.
Desculpe.
Estou pensando alto.
E o Buck? Com certeza, ele ajudaria.
Não é hora de falar do seu irmão. Não o quero aqui.
É só uma sugestão.
Ele não tem filhos, não é casado. E nem trabalha!
Ele é diferente, mas é responsável e faz parte da família.
Não me sinto segura deixando meus filhos com Buck.
Os terríveis amigos que ele tem.
Aquela mulher que vende pneus.
Corridas de cavalos, jogos. Dá para imaginá-lo nesta casa?
Ligue para os Neville.
Vamos a Indianápolis?
Eu e seu pai vamos.
E nós, não?
Não seria bom.
Obrigada.
Eu amo muito meu pai.
Então por que se mudou para longe dele?
Se minha família se mudasse, eu também teria um infarto.
Entendi.
- Quem vai cuidar da gente? - O Sr. e a Sra. Neville.
- Está brincando? - Você não gosta deles?
- O cachorro deles é um saco. - Não fale assim.
O Sr. Neville brigou com Michael porque o cão cheirou o saco dele.
- Não use esta palavra. - Não sei outra palavra.
Podemos falar disso com eles.
Sinto muito, querida. Eles estão na Flórida.
Vá dormir.
Tem de ir para escola.
- Quem está na Flórida? - Vá dormir.
- Qual outra palavra para saco? - Vá dormir.
Testículos.
O que vamos fazer?
Não temos muita opção.
Podemos confiar nele?
Buck, é Bob.
Bob? Que Bob?
Bob, seu irmão.
Bobby! Espere um pouco.
Acabei de usar seu presente de Natal.
O acendedor automático.
Fala aí, tudo bem?
Está bêbado?
Sabe de uma coisa?
Temos de nos encontrar. Nunca fui aí desde que se mudou.
Sinto muito sobre os arbustos. Nunca imaginei...
que eles pegariam fogo.
Nunca deveria ter colocado a churrasqueira tão perto.
O pai de Cindy teve um infarto hoje.
Queremos ir a Indianápolis o mais rápido possível.
Mas temos problemas com as crianças.
Preciso que alguém fique com eles. Se não estiver ocupado...
A Cindy concordou com isso?
Claro.
Ótimo. Ficarei honrado.
Meu apartamento é pequeno. Vou mudar para um lugar maior.
Mas, podem trazer sacos de dormir. Vamos nos divertir.
Faremos cabanas. Traga brinquedos e comida.
- Vai ser ótimo. - Preferia que viesse para cá.
As crianças têm escola.
O que estava pensando? Claro.
Esta noite ou de manhã?
Esta noite seria melhor se você puder.
Hoje está bom. Não se preocupe. Já estou indo.
Obrigado. Até já.
Ele pode. Estava dormindo e eu o acordei.
Nesta hora, é um bom sinal. Tudo resolvido.
Isto, isto e isto.
Mala, mala, mala.
Esta é boa.
Chanice, querida?
Más notícias.
Já sei. Não vai trabalhar de manhã.
Deixe-me...
Não, mas... eu não...
Você pode me... Me dá...
Deixe-me...
Você não... Dê uma...
Tchau.
Eu não vejo essas crianças há muito tempo.
Tia deve ter nove anos.
Nove, ou dez. Nossa.
E os dois mais novos. Eles são...
Larry e...
Larry e...
Betsy.
Betsy...
Jennifer.
Larry e Jennifer. Belas crianças.
Querido, ele tem 40 anos. Ele sabe se virar.
Vá terminar as malas. Eu espero o Buck.
Onde estão todos?
Bob?
Isto não tem graça. Vamos! Acorde!
- Estou congelando aqui fora. - Droga!
Estou ficando bravo, Bob.
Buck?
Aqui!
Sabe quantas casas brancas tem nesta rua?
O quê?
- Fique quieto. - O quê?
- O que faço com o carro? - Minha nossa!
Desculpe, Sr. Hatfield.
São duas da manhã!
Como vai? Desculpe pelo atraso.
- Obrigado por vir. - Onde está o bigode?
- Tive de tirar. - Como vai a Cindy?
- Nada bem. - E o pai dela?
- Difícil dizer. - Termos médicos: infarto?
Parei de fumar cigarros. Não é demais?
Estou fumando charutos. Estou num plano de cinco anos.
Tirei o cigarro, peguei charuto depois cachimbo...
mascar tabaco, e chiclete de nicotina.
Dinheiro.
- Deixarei cheques em branco. - Não, tenho muito dinheiro.
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