The Dink

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[𝗖𝗼𝗳𝗳𝗲𝗲𝗣𝗿𝗶𝘀𝗼𝗻] 𝗧𝗛𝗘 𝗗𝗜𝗡𝗞 (𝟮𝟬𝟮𝟲) 𝗪𝗘𝗕 𝗬𝗧𝗦-𝗘𝗧𝗛𝗘𝗟
A Commentary by Coffee_Prison
𝐑𝐄𝐓𝐀𝐈𝐋 : 𝟎𝟏𝐡 𝟒𝟐𝐦 𝟓𝟑𝐬 *𝘓𝘦𝘨𝘦𝘯𝘥𝘢𝘴: 𝘓𝘢𝘳𝘢 𝘒𝘢𝘩𝘳𝘦𝘭

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Published on: 2026-07-24
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The first 200 lines.

Algumas pessoas nascem vencedoras.

Tom Brady,

LeBron James,

Joey Chestnut

e eu.

O meu nome é Dusty Boyd,

mas a maioria das pessoas na Terra conhece-me por Martelo.

O meu pai deu-me essa alcunha antes de me dizer o meu nome verdadeiro.

Sim, isso mesmo, Martelo. Sim.

E treinou-me como um cavalo de corrida do ténis.

Cárdio, treino de força, colou-me raquetes de ténis às mãos.

O meu pai não era como os outros.

Não me ensinou a ler. Ensinou-me a bater.

Isso mesmo, Martelo!

E resultou. Bati todos os recordes juvenis da USTA.

O MARTELO BATE COM FORÇA "O MAUZÃO DO TÉNIS"

Vitórias, aces, jogos perfeitos. O que quiserem, bati tudo.

E, num instante, o mundo reparou.

Não, Dave. Não bato com força.

Bato com toda a força.

E, antes de acabar o secundário,

- vivi o meu sonho e do meu pai. - Dusty, aqui!

- Tornei-me profissional. - Aqui! Dusty, aqui!

CIRCUITO PROFISSIONAL

E esta, meus amigos, é a minha incrível história.

Alguém tem perguntas?

Sim, vamos bater a porra da bola?

Esta aula é uma bela treta.

Queria saber se tinham perguntas sobre a história que eu contei.

Fui bastante claro, não?

Foi uma história claríssima. Eu tenho uma pergunta, rei.

Era isto que eu queria. Dispara, PJ.

Porque fico arrepiado sempre que a ouço?

- Eu também fico. - A sério.

- És dos melhores… - Se és tão bom,

porque trabalhas para o teu pai a ensinar crianças?

Acho que estes pirralhos têm de ouvir a história do Andy Roddick.

- Achas? - Não.

- Outra, não. - Vero Beach Classic.

Meu Deus!

Estávamos em 2000. Era eu contra o Andy Roddick.

Tecnicamente, ele era o mais famoso, mas estavam todos lá para me ver.

Adoro-te, Martelo!

PREGO A FUNDO! MARTELO!

Jogámos umas vezes nos amadores.

E, sempre que o via, dava-lhe uma enrabadela.

- Não há outra forma de o dizer. - Acho que há.

Mas este era o nosso primeiro jogo como profissionais.

- E eu estava a dar-lhe uma abada. - Sim.

Boa, Martelo!

É o meu filho.

Foi quando o malvado Sr. Andy decidiu fazer jogo sujo.

Sim. Tentou desconcentrar-me e foi à casa de banho.

Fui lá para o confrontar

escorreguei no piso molhado,

e dei cabo do pulso.

Roddick!

E também dei cabo da minha carreira muito promissora.

- O quê? - Como é óbvio, o Andy Frauddick

molhou o piso com alguma substância.

Logo, todas as conquistas profissionais do Roddick,

como ganhar o US Open e casar com a supermodelo Brooklyn Decker,

na verdade, pertencem ao Dusty.

- Interessante. Nunca tinha pensado nisso. - Desculpa lá.

Porque são as conquistas dele tuas?

Também não estou a conseguir ligar os pontos.

Talvez precises de aulas de ligação de pontos.

Boa boca.

Enfim, estou farto de falar convosco. Estou aborrecido.

Acho que não vão aprender nada.

Querem jogar ou quê?

- Finalmente! Meu Deus! Por favor. - Sim! Por favor.

Só um segundo.

Tenho de fazer uma coisa.

Peço desculpa.

- Uma ajudinha? - É um prazer.

Tome a sua pickleball.

Para o lixo!

Isto é um clube de ténis, senhora.

- Parvalhão! - Eu ouvi.

Ainda bem, era esse o objetivo. Foi por isso que o disse alto.

Certo, senhora do pickleball. Vamos a isto.

Peej! Tenho um jogo. Gosta de jogos. Joga pickleball, certo?

- Está a ver esta moeda? - Sim.

Ponha-a onde quiser no campo, e eu tenho de lhe acertar à primeira.

Se eu lhe acertar, é banida para o resto da vida.

E, se falhar, não tem de pagar a mensalidade durante um ano.

Sou banida? Não importa, não sou sócia deste clube.

Só vim ter uma aula.

Deixe-me adoçar a aposta.

Se eu falhar,

dou-lhe isto.

Dusty, não! Vais apostar o teu Buick LeSabre de 1999?

Sim. Aposto o meu Buick LeSabre de 1999 com menos de 320 mil quilómetros.

Agora, estou dividida.

Não lhe quero dar mais conversa, mas quero ver se consegue acertar.

Que fazer? Está bem.

Vamos a isto.

Em qualquer lado?

Onde quiser.

Escolho aqui.

Difícil. No cantinho.

Sim!

Rua! Rua! Rua!

Credo.

Tire esse rabo de pickleball daqui.

Antes de ir.

Sorria! Está banida.

Que se lixe. Céus!

Sim!

Consegues ler o que diz na minha placa, Dusty?

Claro que consigo, pai. Diz: "Chuck Boyd. Presidente das Operações de Ténis."

Caraças!

- Parece um tipo importante. - Sim.

Não do tipo que queira ver o filho vestido de forma desleixada, a chegar tarde

- e a banir pessoas do clube. - Certo.

A verdade é que não és só tu.

Todo o clube está à deriva, e eu vou pô-lo no rumo certo.

Vou organizar um jantar esta noite com os membros do topo e contigo.

Os membros do topo e eu.

Podes crer. E não me vais envergonhar.

Vais aparecer a horas, não vais usar uma fita idiota

e vais levar companhia para mostrar a esta gente

que não criei um falhado inútil.

Certíssimo.

Estás livre esta noite?

Deixa-me pensar.

Ele, não!

Leva a rapariga com quem tens saído. A bonita.

Infelizmente, eu e a Marisa acabámos.

Então, vai pedir-lhe desculpa e recuperá-la.

- É complicado. - Vai.

Certo. Sinto que passámos o tempo todo a falar de mim.

Como estás tu?

Vou andando. Vou fazer o que me pediste.

Vá lá. Tu consegues.

Ora, ora.

Vejam quem voltou a rastejar, como eu suspeitava.

- Não! Mudei de ideias. Esquece. - Espera!

- Não consigo fazer isto, Marisa. - Consegues, sim.

- Não, não consigo. - Volta.

Que queres?

- Preciso de um favor. - Está bem.

Preciso que finjas que voltámos durante uma noite

- e que vás jantar à casa do meu pai. - Meu Deus!

Os rapazes adoram joguinhos, não é?

Ora sou a pior pessoa de sempre e não me queres voltar a ver…

Acho que me chamaste "infiel".

Chamei-te isso, Marisa, porque me traíste.

Dusty?

- Que foi? - Foi uma vez.

Foram oito vezes.

Sim, mas foi só com um tipo.

Foi com nove tipos!

Meu Deus!

Agora és o Rain Man? Lembras-te de tudo.

Marisa, fazes-me este favor?

- Por favor. - Está bem.

Obrigado.

É verdade.

Já leram alguma coisa do Malcolm Gladwell?

O artigo sobre os Beatles serem bons porque praticavam…

Bem, fiquei chocado.

Penso nisso constantemente.

- A sério? - Sim.

- Pai, olha quem eu trouxe. - Marisa.

Espero que não estejamos atrasados, Chuck. Estávamos a tentar dar-lhe um netinho.

Não estão atrasados, para variar. Seu safado.

Sou mesmo safado.

- Adoro fazer sexo… - Sim.

… com a minha namorada.

Muito bem.

Muito bem.

- Por favor, sentem-se. - Sentem-se.

- Obrigado por nos receberes. - Sim.

Ténis.

Elegância.

Perfeição estética.

Mas o ténis não é só um desporto.

É um ser vivo

e precisa da nossa proteção.

Há uma epidemia a varrer a nossa nação, outrora grandiosa.

E chama-se

pickleball.

- O coronavírus do desporto. - Sim.

Demos a estes palhaços o pior campo

como uma espécie de prevenção, como um desinfetante ou uma máscara.

E, agora, estes pickleballers querem mais campos.

Não consigo atrasar muito mais a votação para a expansão.

E, se perdermos, a propagação pode não ter fim.

O nosso clube é um dos últimos bastiões.

Temos a responsabilidade de nos tornarmos a vacina

para que, um dia, possamos parar de falar disto.

Mesmo que continue a existir por aí.

- Fim. - Bem…

Foi incrível, pai.

A metáfora funcionou o tempo todo, Chuck.

Chuck, se estes idiotas têm os números, que podemos fazer?

Eu digo-te o que podemos fazer, Gary. Um duelo.

Com armas?

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