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Lá dentro.
Apanhem-no!
Desapareceu. Vasculhem o quarto.
Uma festa. Fui convidado?
John Smith, em nome do Rei,
está preso por traição em Jamestown.
Traição? Devem estar à procura do Ratcliffe.
Ele saiu pela janela.
Não o deixem escapar.
Atrás dele!
Obrigado por ter aparecido...
Mais alguém?
Detenham-no!
Apanhei-o!
Ele saltou.
O Rei acreditou na minha história.
Que pena.
Eu preferia ver-te enforcado.
Fiz tudo o que pude para salvá-lo.
E, assim, morreu John Smith.
Eu queria-o vivo!
Também eu.
Mas, Majestade, não precisa dele para confirmar o que eu lhe disse.
Temos de esperar até John Rolfe voltar com o chefe dos índios.
O chefe apenas lhe vai contar mais mentiras. A guerra é o único caminho.
Muito bem, Ratcliffe. Prepare a armada.
Mas esperamos o regresso de John Rolfe e do chefe índio.
POCAHONTAS II VIAGEM A UM MUNDO NOVO
Já passou muito tempo desde a notícia da morte do John Smith.
Talvez esteja na altura de esqueceres isso.
Sei que tens razão. É difícil dizer adeus.
A terra está fria
Os campos sem arado
Os ramos dobram Contra os ventos por todo o lado
Os pássaros mudam-se E conseguem sobreviver
Quando a neve é profunda Os ursos hibernam
Para não morrer
Eles fazem o que podem, por agora
E confiam no plano deles
Se eu confiar no meu, agora
Talvez descubra
Quem sou
Para onde vou daqui?
Tantas vozes
Nos meus ouvidos
Qual a voz
Que devo ouvir?
Como saber?
Para onde vou
Daqui?
O meu mundo mudou e eu também
Aprendi a escolher E a dizer adeus
O caminho a seguir Tão difícil de ver
É ventoso e esguio Mas onde acaba
Depende de mim
No meu coração Não sinto pertencer
A tudo o que conheço
Agora, parece estar na altura De começar
Uma vida
Minha
Para onde vou daqui?
Tantas vozes nos meus ouvidos
Qual a voz
Que devo ouvir?
Como saber?
Para onde
Ir
Daqui?
Barco à vista.
Vem aí um barco.
Sentido!
Selvagem indecente.
Calma, rapaz.
Calma!
Maldita selvagem.
Não, esperem!
- Esperem! - Baixem as armas.
Está tudo bem. Eu tratei do assunto.
Os colonos têm de saber que podem confiar em nós.
Não devia ter interferido.
Desculpe?
- Está desculpado. - Eu estava a tentar ajudar.
Eu não pedi ajuda.
Também não agradeceu.
O que aconteceu à educação e boas maneiras?
Uma vez que é novo aqui, não espero que as tenha aprendido.
Mulheres!
Temo que os índios iniciem uma guerra.
Pocahontas nunca permitiria isso.
Pocahontas?
John Rolfe. O seu cavalo, senhor.
Aqui estás. Obrigado.
Está na altura de conhecer esse chefe Pocahontas.
Grande Chefe.
Chamo-me John Rolfe.
Segundo os costumes...
- Como está? - Deixem-no passar.
Segundo os costumes da Grã-Bretanha,
gostaria de oferecer este cavalo
como presente de paz ao poderoso Pocahontas.
Filha.
- Você? - Este animal é para ti.
Não, desculpe. A culpa é minha.
- Este cavalo é para... - Pocahontas, disse o seu Rei.
- Ou ele falava mentira? - Não! Eu nunca...
É que... ... isto é...
Está tudo bem.
Bom trabalho, Rolfe.
Julgo que podemos prosperar juntos nesta grande terra,
sob o glorioso reinado do Rei James.
Para fomentar a confiança, gostava de o levar...
... a conhecer o meu Rei.
Não quero a terra do Rei dos caras-pálidas.
Ele é que quer a minha.
Porque não atravessa ele a água salgada para me conhecer?
Temo que não seja bem assim, Grande "Chefidade".
A vossa espécie é bárbara. Só querem as nossas terras.
- Até podem destruir o nosso... - É isso que eles querem?
Não sabem.
Pai, alguém tem de ir.
Falas como um cara-pálida.
Pertences a eles. Talvez devesses ser tu a ir.
Isto é um assunto de diplomacia.
Não consegue tomar conta de uma coisa destas.
- Eu vou. - Filha...
Pai, por favor. Eu consigo fazer isto.
Tens o espírito da tua mãe.
- Muito bem, está decidido. - Mas...
Brilhante.
Avó Willow, tenho de falar contigo.
É a minha Pocahontas?
Credo, o que se passa, criança?
Estás preocupada com o atravessar da água salgada?
E se eu não conseguir trazer a paz?
E se eu estiver destinada a falhar? E se eu piorar as coisas?
Ou se eu não conseguir fazê-los ouvir?
E se o céu ficar vermelho e o teu nariz cair?
Há uns tempos, disse-te para escutares com o teu coração.
Agora, está na altura de escutares o teu coração.
Mas os espíritos à minha volta...
Podem ajudar. Mas só o teu espírito interior te pode guiar.
Ouve o teu espírito interior.
Ouço o meu espírito interior.
Avó Willow, não resulta.
Avó Willow?
Eu vou honrar o meu voto de não quebrar a paz com os caras-pálidas.
Mas temos de conhecer as forças deles.
Faz um corte na vara por cada um que vires.
Toma conta da minha filha.
Não vos posso levar, desta vez.
Não se metam em sarilhos e tomem conta uns dos outros.
Não esqueças esta terra.
Estarás sempre comigo.
Espera. Quem é este?
Este é o Uttamatomakkin.
Bem, o Uttama..., Uttamakalah... Ele vem connosco? Vens connosco?
Eu perguntei se vinhas... Olá? Consegues ouvir-me?
Ele consegue ouvir-me?
Sim, claro, foi uma boa ideia, não foi?
Vai correr tudo bem. Fantástico.
Levantar âncora!
- Subam as velas! - Sim, senhor.
Anah, pai.
Sim, claro. Limpar o convés.
Só fazemos isso. Limpar o raio do convés.
Para que raio fazemos isso?
Parece-me limpo. Não vejo sujidade.
Estou farto de limpar o convés.
Alguém reparou que estou a limpá-lo?
O que é isto? O que se...
Apanhem-no!
Meeko. O que estás aqui a fazer?
O que se passa?
Ouça, menina, não gosto de passageiros clandestinos
e não permito que perturbe a minha tripulação.
Pode fazer esta viagem no porão...
... ou na prisão.
- Você... - É uma convidada do Rei
e tem de ser tratada como tal. Fiz-me entender, capitão?
Porque fizeste isso?
Porque, quer queiras quer não, tu és a pessoa enviada
e jurei pela minha honra proteger-te.
E honra, Pocahontas, é o alicerce da nossa civilização.
Obrigada.
Terra à vista!
Bem-vinda a Londres.
Vamos?
Como queira.
O Sol levanta-se As lâmpadas apagam-se
O dia começa na cidade de Londres
- Tenho de fazer chá - E bolos a cozer
E alguns que não querem acordar
Enquanto as lojas se aprovisionam E os rebanhos são alimentados
Os foliões Vão para a cama estourados
As sinetas da escola soam E os sinos tocam
As crianças gritam
Os pedintes pedem
Que dia em Londres Venha ver quem cá está
Todos conhecem alguém Vêm de longe e perto
Trazem os seus gansos Para o olho certo
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