The first 200 lines.
um polícia em apuros
Eu dei-te 18 bons anos.
Vá lá. Vão-me lixar se eu sair.
Prendeste-me neste buraco durante 14 meses!
Não consigo fazer o meu trabalho. Mete-me à secretária, dá-me a reforma,
mas não consigo fazer o trabalho.
Estou muito assustado.
Lonny, a missão acabou.
Lonny, a missão acabou!
Lonny...
Sou eu? Estou louco?
Acho que não.
Quero a vista para o mar. Estou a ser razoável.
Quer dizer, olhem para isto.
Este sítio é um castelo.
Falemos quando te reformares.
Estou pronto.
-Não te posso deixar reformar agora. -Estou pronto.
Não te pareço pronto?
Eu era o menino de ouro, um herói do caraças e todo musculado.
Quero reformar-me e o que me dizes?
Desculpa, não pode ser.
Dei-te 18 bons anos. Não dei?
Foram 18 bons anos?
E os 14 meses que foram precisos para te infiltrar?
E agora que está na hora dizes que não consegues?
Sim. Estou com medo. Não tenho vergonha de admitir.
Não te armes em superior. Também terias medo.
Gostavas de ser servido de bandeja?
Como vai isso, amigo?
Esta noite é para te sentires bem.
Senta-te. Vou servir-te uma bebida.
Não!
-Federale. -Quieto!
Tens de me tirar disto, Lonny.
Chamada final para o embarque no voo 2057, para Nova Iorque...
Credo!
-Chamada final para... -Esperem!
É o meu! Esperem.
Credo!
Merda!
Caramba. Não acredito nisto!
Deixem-me sair!
Está bem assim. Obrigado.
Não tem de quê.
Posso trazer-lhe alguma coisa?
-Andar de avião enerva-o? -Não, adoro voar.
-Parece um pouco... -Estou um pouco.
Está bem?
Sim, estou. São só dores de estômago.
Acho que é stress. O meu trabalho é muito stressante.
-O que faz? -Sou...
-O que faz? -Sou psiquiatra.
A sério?
Isto é relativamente simples.
A máfia vai comprar ações com dinheiro colombiano.
Com um retorno de 90 dias.
Os colombianos deixam o dinheiro ficar tanto tempo?
Nem pensar. Não são nada pacientes.
Vão ter de esperar.
Depende da confiança que têm neles.
Não vejo o Fulvio Nesstra como homem-chave.
-É só músculo. -Músculo demente.
É completamente chanfrado.
Ele é genro do Carmine Minnetti.
Está a aproveitar.
Estão a esconder algo.
De quanto estamos a falar?
Os Vaillar têm uma das maiores reservas de dinheiro dos cartéis.
De forma conservadora, diria que falamos de 500 milhões.
Ficamos numa situação complicada.
Prendemo-los ou atacamos o dinheiro dos Vaillar?
As duas. Continuem com a operação,
recolham instrumentos de acusação.
Trato do internacional. Gene, devias começar.
Não. Dá isso ao Lizzie.
-Nem pensar! -Nem pensar?
Há seis meses que não fazes nada.
Damo-lo ao miúdo do K-10. Caraças, vocês os dois...
Com licença.
Chris, chamas o Dave Juniper?
Com licença.
Acho que gostariam de ouvir o que tem a dizer
o único que conhece a operação.
Primeiro, não há como acabar com o dinheiro dos Vaillar.
O dinheiro será lavado e espalhado
em ações a cada 15 a 90 dias.
Segundo, quando este dinheiro muda de mãos,
vão começar a aparecer cadáveres.
Terceiro, caso tenham esquecido algo,
os bandidos sabem!
Alguém nos denunciou. Serviram-me a mim e ao Josh
numa bandeja de prata e enfiaram-nos Uzis no cu.
Senti-me uma galinha assada à mesa da Martha Stewart!
Charlie, os bandidos morreram todos.
O Warren Ganza ainda está à solta!
O Warren é um pau-mandado. Não tem credibilidade nem ligações.
Tu mandas em todos.
Está bem. Eu alinho.
Mas não há equipa. Ninguém me vigia.
E que não veja ninguém a vigiar-me!
Só quero a vista para o mar.
Não vai conseguir.
Não o conheces, nem sabes do que é capaz.
Nos piores dias, faz magia ao nível de Las Vegas.
Além disso, não temos opções.
Tens razão, não o conheço. Sei que é uma lenda na DEA
e respeito o que dizes sobre ele.
Mas fez asneira na operação de Miami. Deixou morrer um homem.
Não digo que o tires,
mas é melhor teres um plano de contingência caso dê para o torto.
Ele aguenta até conseguirmos prendê-los.
Ele fá-lo-á por instinto.
-Charles Mayo? -É "Maiô".
"Maiô." Certo. Sou o Dave Juniper.
Fui nomeado como seu apoio
e estou muito motivado para trabalhar consigo.
É um dos meus heróis.
-Quem são os seus outros heróis? -O Keith Richards.
Lembra-te, que eu não te veja.
O Warren Ganza ainda está à solta!
Bolas!
Outra vez, não. Credo!
Meu Deus!
Meu Deus!
Quero falar sobre o meu trabalho.
É tudo confidencial, certo?
Sim. Bem...
Eu nunca fiz isto antes
e só quero que saiba que não procuro a minha criança interior,
nem descobrir que a minha mãe foi uma desilusão.
-Está bem? -Claro.
Não quero saber o que faltava à minha mãe.
Não sei porquê, mas dou por mim a dizer:
"Mamã, mamã, mamã",
uma e outra vez, sabe?
Foi só...
Não sei.
Pode limpar os olhos.
-Adiante... -Charles, o seu tempo acabou.
Mas acho que devia voltar amanhã.
-Ainda só comecei. -Fizemos duas horas.
-Tenho de ir. -Por favor.
Isto está a ajudar-me. Pago o que for preciso.
Eu ficaria, mas tenho um grupo de terapia a começar.
Não posso abandonar quatro doentes.
Sim, claro.
Obrigado.
Charles, porque não fica para a terapia de grupo?
Não. Eu não posso partilhar.
Pelo que vejo, precisa de partilhar mais que ninguém.
Está numa cidade nova numa situação insustentável.
Sofre de alienação e de perturbação de stress pós-traumático.
Acredite que precisa de apoio, amigo.
Todos no prédio sabem que é contra a minha natureza
ter um confronto por algo assim e porque o faria?
O resultado seria uma inocência falsa que marginaliza as minhas necessidades.
Eu pedi-lhe algo muito simples:
"Não compras mais gelado Walton, por favor?"
Acho que sabe a químicos.
E, claro, serviu gelado Walton à sobremesa!
Costuma acontecer quando há sossego, numa reunião de negócios ou num jantar.
E, de repente, sinto uma pressão imensa.
Se faço coisas boas, sou castigado.
Quando faço coisas más, sou recompensado.
Há quatro anos que presido à reunião. E dão-me uma cadeira daquelas?
-Não conto. -...desejo de gritar.
-Os maus ganham sempre. -É Tourette empresarial.
-É humilhante! -Não sou uma pessoa?
Bem podia estar nu com uma pena enfiada no cu!
Estou sobrecarregado com o desejo para fazer algo totalmente inapropriado.
Fico ali sentado a dizer a mim mesmo:
"Se explodires, destruirá a tua vida."
Mas isso só aumenta a pressão.
O que faz?
Primeiro, seguro a língua entre os dentes.
Assim.
E, depois, empurro o queixo para cima.
Mas isso começa a doer e mordo a mão.
-E resulta? -Tem resultado.
Cada um acha que a vida deve ser de uma forma, certo?
Dizemos que as pessoas têm o que merecem. Eu não vi isso.
Acha que é verdade, Howard? Ou é uma impressão?
Odeio esse tom condescendente.
Se estivéssemos no inferno como consequência da vida,
e dissesse: "Está calor", porque me chamariam pessimista?
-Ninguém o disse. -O doutor disse.
-Não disse, mas disse. -Não, eu só perguntei
se era só uma impressão.
Tudo é só uma impressão.
A minha impressão sobre a vida é quem sou! É a minha expressão.
Eu entendo que, em todas as situações, os maus vencem.
Na próxima semana, falamos disso a sessão toda.
Agora, sou um fardo.
-E tenho de me sentir culpado? -Ninguém disse isso.
Mas só tenho mais 20 minutos
e queria dar a oportunidade ao Charles de falar dos problemas
que tem enfrentado, desde que veio para Nova Iorque.
-Charles? -Charles.
Bem...
No comments yet. Be the first to leave one.