A Late Quartet

A Late Quartet

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a late quartet 2012 limited dvdrip xvid-psychd
A Commentary by Ivandrofly
Corregida por Ivandrofly

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Published on: 2013-02-12
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The first 200 lines.

"O tempo presente e o tempo passado.

"Estão talvez presentes no tempo futuro.

"E o tempo futuro está contido no tempo passado.

"Se todo o tempo está eternamente presente

"todo o tempo é irredimível.

"Ou dizer que o fim precede o início,

"e o fim e o início sempre estiveram aí,

"antes do início e após o fim.

"E tudo é sempre agora."

É a opinião de T.S. Eliot sobre

os últimos quartetos de Beethoven.

Hoje, pensamos o que Eliot quis dizer com isso.

Começamos com o Opus 131 de Beethoven,

que dizem que era o seu favorito.

Ele tem sete movimentos quando o padrão era quatro.

Estão todos conectados.

Não se deve parar entre os movimentos.

Sem descansar, sem afinar.

Beethoven insistiu que fossem tocados attacca, sem pausa.

Estava talvez tentando enfatizar certa coesão,

certa unidade entre os atos espontâneos da vida

ou talvez por estar surdo, sozinho, e percebendo o final,

pode ter sentido que não tinha tempo

para fazer uma pausa e respirar.

Para nós significa que ao tocar tanto tempo sem pausa,

nossos instrumentos desafinam com o tempo

cada um à sua própria maneira.

É um desastre.

O que devemos fazer? Parar? Ou lutar,

para nos ajustarmos uns aos outros até o final,

mesmo se estivermos desafinados?

Eu não sei.

Vamos descobrir.

Isso foi rápido.

Tudo bem, espere um segundo.

Hong Kong, dias dois e quatro.

Xangai no dia 13.

Vou confirmar com os outros primeiro.

Um brinde, se me permitem.

Senti falta de vocês nesta pausa de pré-temporada.

O ano passado foi difícil, como vocês sabem.

Miriam estaria aqui conosco hoje, celebrando...

Peter, ela está sempre aqui.

Fará um ano daqui a três semanas.

Mas a música, o quarteto, o grupo me ajudou a superar,

e eu preciso agradecer a vocês e brindar

pelas nossas 25 temporadas juntos.

- Ao Fuga. - Ao Fuga.

Alexandra me disse que sua aula é o máximo.

Sério? Quando falou com ela?

Esta tarde.

Ela é muito boa. Avançada, rápida.

- Deve estar satisfeito. - É a minha menina.

Ela quase não toca mais para nós.

Esperemos que toque, agora que voltou de Curtis.

Mas para ser primeiro violino...

precisa de treinamento especial e cuidadoso.

Na verdade, Daniel, queria saber se você poderia ouvi-la.

Dizer o que acha, incentivar.

Vou ouvi-la. Se quiser.

Claro, isso seria ótimo.

- Começamos? - Sim.

Prontos?

Talvez esta temporada possamos tocar o ciclo de Beethoven

de memória.

- Sempre gostei da idéia. - Ainda acho que é um chamariz.

Acho que tocar o ciclo sem essas marcações infinitas

seria emocionante e um risco que valeria a pena.

Um risco?

Um risco.

Entramos no negócio dos cassinos agora, Robert?

Essas marcas representam camadas de pensamento.

Concordo com Daniel.

O empate favorece os conservadores, suponho.

Nossos vibratos não combinam.

Ainda devo estar em clima de férias.

Do início, uma vez mais, por favor.

- Vamos começar por Juliette. - Claro.

Sinto muito, minha mente divaga.

- É o violoncelo. - Desculpe, pessoal.

Não estou bem. Talvez um dia ou dois

para recuperar minhas mãos.

- Está bem. - Claro.

Vamos remarcar?

- Remarcamos. - Próxima terça-feira.

Você está bem, Peter?

Claro. É só... estranho.

Estenda as mãos assim.

Agora feche a mão direito, e abra.

Mão esquerda. Abra.

Agora faça isso rápido.

Abrir, fechar. Abrir, fechar.

Está bom.

Bem. Agora fique de pé.

Caminhe até o final da sala,

para a porta, e volte com naturalidade até mim.

Acho que devemos começar com um exame de sangue,

e uma ressonância magnética.

Podemos nos ver em uma semana quando teremos os resultados?

Ressonância magnética? Há algo que eu deveria saber?

Acho que deve primeiro fazer os exames.

Pode me dizer o que acha, mesmo que não esteja segura.

Tudo bem. Nos conhecemos há muito tempo.

E então?

Com base no teste que acabamos de fazer,

e as queixas que descreveu para mim,

é minha opinião que você está enfrentando

os primeiros sintomas do mal de Parkinson.

Bem, você sabe...

Pelo que acabamos de fazer, você pode dizer isso?

- Sim. - Parkinson?

Receio que sim.

Vamos fazer o exame de sangue e a ressonância magnética,

apenas para descartar qualquer possibilidade mais adversa.

Uau.

O aroma...

Acorde.

Farei valer a pena.

E se eu falasse com um péssimo sotaque francês?

Oui, oui?

- Por favor, eu não... - Amante?

Robert, por favor. Eu não...

Realmente não estou disposta.

Está bom. É um adágio, não?

Mais lento, por favor.

O arco passa pela corda e volta.

Deve sentir a resistência e depois você solta.

É o que estou tentando fazer.

- Sem intenção. - Como, sem intenção?

Esta fuga é tremenda, é um abalo emocional,

e não senti isso.

A cor deve ser escura, sempre. Outra vez.

Vibrato. Desde a primeira nota.

É uma oração, Alexandra.

Pode me deixar tocar um compasso?

Acho que não está pronta para esta peça.

Na aula, todos gostaram do meu desempenho.

Isso é fantástico.

Peter também.

Por que ele abre com uma fuga lenta?

Me refiro à Beethoven.

Eu não sei.

Se insiste em enfrentar o 131 prematuramente,

pelo menos leia sua biografia primeiro. Certo?

Tente entrar em sua mente.

Sabia que seu pai costumava acordá-lo no meio da noite

para que tocasse para seus amigos bêbados?

Imagine a marca que isso deixa. Posso?

Eu...

Pilar.

Olá, Robert.

- Faz tempo que não a vejo. - Sim.

O que tem feito?

Ensaiando para o meu novo show, lembra?

Começamos quinta-feira.

Tem que vir desta vez. Vou colocar seu nome na lista.

Adorei o quarteto Bartok que você recomendou.

A quinta? É explosiva.

Espere, espere um segundo.

- Você gostou? - Sim.

Eu poderia coreografar uma peça para ele.

O próximo passo é o ciclo de Shostakovich.

- Interessada? - Sim.

Está tudo aqui.

Ouça enquanto corre.

O que tocará desta vez?

Segundo violino. Sempre, essa é a minha parte.

Sempre?

Sim. Sem mim eles seriam um trio solitário e frustrado.

O segundo e o primeiro violinos

não são hierárquicos, só têm papéis diferentes.

Diferentes como?

Às vezes fico com a melodia, às vezes com os graves.

Conecto o primeiro violino,

que é a parte do solista,

com a viola e violoncelo,

apenas fluindo, logo abaixo da superfície.

Em suma, eu os unifico. Esse é o meu trabalho.

Parece importante, mas...

Não tem vontade de tocar o solo de vez em quando?

Sim. Claro.

Então? Por que não faz algo a respeito?

Eu ia fazer algo a respeito, mas no ano passado...

Não era o momento indicado, então...

Conheço essa sensação.

Minha mãe diz, "Nunca é o momento indicado,

portanto, sempre é o momento indicado", Robert.

- Sua mãe. Sim. - Deus a abençoe.

Anda, vamos.

Falei com a Dra. Nadir. Esta dificuldade que estou tendo

é Parkinson, diz ela, estágios iniciais, talvez.

Parkinson?

Sim, meu cérebro está ficando sem alguma coisa.

Dopamina. Regula o movimento.

É doloroso?

Não, e a parte melhor é que há medicação.

Ela substitui a dopamina.

Não é uma cura, mas pode retardar o progresso.

Isso é encorajador.

No entanto, não me resta muito mais tempo para tocar.

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