The first 200 lines.
- O que vai cozinhar? - Seu favorito.
De novo?
- Esta é a última. - Os tomates acabaram?
Tomates em lata nunca são demais, hein?
Em vez disso...
temos cinco latas de grão-de-bico.
Vão durar pelo menos uns cinco anos.
- Quer um copo de vinho? - Seria ótimo.
Está com sorte.
Dá para beber.
- Tudo bem, querida? - Estou bem.
Não, não estou. Está tudo uma droga.
- Nossos filhos estão bem, não estão? - Com certeza, estão.
Graças a Deus pagamos pela excursão. Imaginou se não?
Não, não posso imaginar.
E não quero imaginar, não mesmo. Escute, eles estão muito longe.
E estão bem seguros, está bem?
Não se preocupe...
minha linda.
Não estou interrompendo, estou?
Não.
Encontrei isto na adega.
Tinha me esquecido. Poderíamos comê-los depois do jantar.
- O cheiro está ótimo. - E isso é vinho, Don?
- É mesmo, Geoff. - Obrigado.
E temos chocolate para depois. Cortesia de sua esposa.
O que temos aqui? Temos amoras.
Baunilha. Um toque de outono.
Karen?
Ele vai ter fome.
Vai ter fome quando voltar. Vai querer comer alguma coisa.
- Lá vamos nós. - Jacob, não.
Ouça, querida. Já faz cinco dias que seu namorado fugiu.
Se respirar, o que duvido, não será o macarrão que vai querer.
- Será seu pescoço. - Não diga isso.
- Não precisava, Jacob. - Por quê?
Sabemos que é verdade. Quanto mais cedo ela enfrentar, melhor.
Não há sobreviventes. Somos nós aqui e eles lá fora.
- Sam? - Silêncio.
- É um garoto. - Esperem. Não sabemos quem é.
- Por favor, deixem-me entrar. - Don, é um garoto.
Socorro. Deixem-me entrar.
Que diabos.
- Por favor, deixem-me entrar. - Já vamos.
Deixem-me entrar.
Por favor. Socorro. Deixem-me entrar.
Entre. Vamos, entre.
- Você está bem? - Sim.
- De onde veio? - Sandford.
Sandford é rio acima, alguns quilômetros.
- Como chegou até aqui? - Eles me perseguiam. Gritavam.
Fiquei com medo. Eu corri.
Tentei outras casas. Mas estavam vazias.
Atravessei a floresta e segui o rio até chegar aqui.
- Quem o perseguia? - Minha mãe.
Meu pai.
Tentavam me matar.
- Havia outros também. - Quantos?
- Um monte. - Sam?
Ele me pegou. Pegou meu braço.
Ajudem-me.
Alice, venha para cá. Desça pelo alçapão. Vamos.
- Geoff, não enxergo nada. - Segure minha mão.
Morra, maldito.
Volte.
Siga Jacob. Não pare. Sally, não há tempo.
- Não podemos deixá-los. - Vamos.
Vá.
Ah, não. Droga.
Onde você está?
Alice, não.
Geoff, vamos.
Dê-me a sua mão, Sal.
Jacob. Ajude-me.
Alice.
- Onde está? - Deixe-o.
Eu o vejo. Solte-me.
Rápido.
Don. Ajude-nos.
Entre ali.
Jacob.
Vamos.
Droga. Oh, que porcaria.
A GRÃ-BRETANHA ESTÁ EM QUARENTENA
A GRÃ-BRETANHA É DESTRUÍDA PELO VÍRUS
OS INFECTADOS MORREM DE FOME
FORÇAS AMERICANAS INVADEM LONDRES
GRÃ-BRETANHA LIVRE DA INFECÇÃO
COMEÇA A RECONSTRUÇÃO
EXTERMÍNIO 2
Bem-vindos a Londres.
Doyle, está se divertindo?
Vai ver se estou na esquina.
É o pior combate que já vi. Cadê o combate?
Estou te ouvindo.
- Dê-me algo em que atirar. - Fácil demais.
Nordeste do Centro Médico, 20º andar, terceira janela.
- Gordo se masturbando no banheiro. - O tarado de novo.
Não o vejo. Cadê o babaca?
Lá está. Com o pau na mão no 20º andar.
Perto da saída de incêndio. Acho que ele precisa de ajuda.
Doyle, você é perito nisso.
Combate "homem a homem".
- Acho que pode ser seu pai, Doyle. - Vocês me pegaram.
Droga.
- Cel. Philips falando. Qual sua situação? - Bom dia, Coronel.
- Estou assistindo aos recém-chegados. - Sim, Major?
- Vou levar a manhã toda nisso. - Entendido.
Ninguém me disse que agora recebiam crianças.
Dêem a volta pela direita.
Verde e castanho. Variação de íris interessante.
Geralmente, é hereditário. Um dos seus pais era assim?
Minha mãe era.
- Quantos anos tem, Andy? - 12.
Acho que isso o torna a pessoa mais jovem de todo o país.
Bem, sua pressão está ótima
e deu negativo para qualquer doença ou infecção grave.
Acho que pode entrar.
Seja bem-vindo de volta à Grã-Bretanha.
Estamos indo para a Zona Verde, nossa área de segurança e reconstrução
conhecida como Primeiro Distrito.
O Primeiro Distrito fica na Isle of Dogs.
Embora a ilha seja totalmente segura, o resto de Londres não é.
Há muitos corpos a serem removidos depois do surto original de infecção.
Ratos e cães ferozes por toda parte, assim como doenças.
Recém-chegados devem ficar aqui para sua proteção,
e é terminantemente proibido cruzar o rio e sair da zona de segurança.
Vão se juntar a 15 mil civis que residem no Primeiro Distrito.
Ao chegarem, notarão um aumento da presença militar.
O exército americano é responsável por sua proteção.
Faremos o possível para facilitar sua repatriação.
Dentro do distrito, no entanto, terão belas surpresas.
Temos água corrente e quente, eletricidade 24 horas,
um centro médico, supermercado e até mesmo um pub.
Estamos quase em casa.
- Papai. - Venha.
- Está feliz? - Estou.
Senti tanta falta de vocês.
Vocês estão bem?
Achei que não os veria mais, sabiam?
Deveriam me avisar antes de trazerem crianças.
Ainda não criamos protocolos para menores de idade.
Existem questões de doenças e higiene. Ainda não compreendemos bem o vírus.
Entendemos que não atinge outras espécies,
que não se transmite pelo ar e que o último humano infectado morreu há seis meses.
- Não estávamos aqui há seis meses. - Major.
Do que tem medo?
- E se ele voltar? - Não vai voltar.
- Mas, e se voltar? - Se voltar, nós o eliminamos.
Código vermelho.
Vamos lá, pessoal.
O que acha daqui, Andy?
É bem legal, pai.
Olhem para a câmera.
Por aqui. Pode passar.
São 25 andares. Ficamos com a cobertura.
Identidade, senhor. Obrigado.
- O que faz aqui, pai? - Sou funcionário do setor.
Mantenho as luzes acesas, a água correndo, o aquecimento ligado. Vejam.
"acesso a todas as áreas". Sou eu. Eu cuido do lugar.
Você é o zelador, não é isso?
Não, administro tudo.
Gostou?
- É demais. - Como, melhor que a Espanha?
Devia ver o campo de refugiados. Vinte de nós numa barraca. E banheiros químicos.
- Tudo cheirava a xixi. - Legal.
PRESENTE AOS RECÉM CHEGADOS
Mudaremos para uma casa nova em breve. Daqui a alguns meses.
Uma casa nova?
Sim.
Escutem, espero que vocês entendam.
Não poderemos voltar para a antiga casa.
É fora da zona de segurança, e acho que não quero voltar, mesmo se pudesse.
O que aconteceu, pai? Com a mamãe?
Bem...
Sentem-se, e eu conto tudo que houve.
Sua mãe e eu nos escondíamos numa casa.
Um chalé pequeno.
Era de um casal de idosos,
e eles estavam lá também.
E mais três pessoas.
E estávamos tentando...
apenas tentando sobreviver, imagino.
Ficamos bem por um tempo. Então fomos atacados.
Eles entraram pela janela da cozinha.
Eram muito rápidos, sabe.
Eles nos perseguiram.
Perseguiram sua mãe.
E ficamos presos. Presos no quarto.
E eu vi...
Eu os vi...
mordendo a sua mãe.
Não pude fazer nada.
Tentei voltar.
Ela já havia morrido.
Ela já havia morrido.
Não havia nada que pudesse fazer?
Não, nada que eu pudesse fazer.
Eu consegui escapar.
Continuei correndo, correndo...
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