The first 200 lines.
Está bem, está bem...
Está bem...
Sim... Sim...
Sim, sim, vá lá... Vá lá, sim! Sim!
Está bem. Está bem.
Vamos a isto.
Está bem. Está bem. Foda-se.
Funciona. Funciona.
Standard...
Standard, consegues... ouvir-me?
É o Naren.
E eu...
Separei-me dos outros.
Acho que estou bem,
mas não sei onde...
Nunca estive tão longe, por isso...
Havia uma...
Não vi bem o que era, mas havia...
há outra coisa aqui dentro.
Preciso de vocês.
Está bem? Preciso que venham buscar-me, por favor.
Foda-se, preciso que venham aqui buscar-me.
Consegues... podes vir, por favor, Standard?
Standard?
Foda-se!
Foda-se...
Foda-se! Foda-se...
Merda... Que porra é esta?
Que porra é esta?
Foda-se! Foda-se! Foda-se!
Foda-se!
Foda-se, foda-se, foda-se!
Todos temos os nossos ciclos, os nossos hábitos...
comportamentos que nos fazem andar em círculos...
à procura das mesmas soluções
vezes sem conta,
convencidos de que nos levarão a outro sítio.
Mas não levam.
E, ainda assim,
é a via neuronal de menor resistência.
Um caminho que criou.
Foi ele que o manteve a salvo
quando era criança.
Aprendeu a afastar as pessoas
antes que o magoassem.
E agora,
enquanto adulto,
continua preso onde começou.
Sozinho.
Quer dizer, não me sinto sozinho.
Tenho empregados e... clientes.
Não disse que se sente só. Disse que está sozinho.
Pois, quer dizer...
Eu magoo as pessoas.
Não quero. Sou mesmo assim.
Talvez mereça estar sozinho.
Acha que alguém merece estar sozinho?
Não sei, mas, sabe,
talvez não seja assim tão mau.
Estar sozinho parece-me...
muito entranhado.
Compreendo.
Teve sonhos e encontrou muita resistência,
pouco apoio para os concretizar.
E quando passamos por...
dor vezes sem conta,
começamos a esperá-la.
É como: "Conheço este caminho.
Sei onde vai dar."
Então...
está interessado em abrir um novo caminho
e ver onde isso o leva?
Claro. Porque não? Estou aqui.
Óptimo.
Quero retomar
um exercício que já fizemos.
A dramatização.
Aquela cena de representar? Sim.
Sinto-me ridículo a fazer isso. Eu sei.
Mas temos uns minutos. Vamos...
Sim, vamos tentar. Um pouco.
Está bem.
Vamos recriar a cena.
Voltemos à noite em que a Barbara o deixou.
Refere-se à noite em que ela me expulsou da minha casa?
Sim.
Eu faço de mim.
E eu faço de Barbara. Já agora, a casa é minha.
Sou eu que a pago.
Eu sei. Muito bem.
Está bem, então...
Cheguei tarde a casa. Não sei que horas eram.
Ela já dormia. Talvez fosse meia-noite.
Ela costuma deitar-se antes... Não interessa.
A questão é que eu estava na cozinha e...
parti o copo,
e ela veio a correr ver o que se passava, e...
tudo descambou.
E como se sente?
Bem, eu estava...
Estava bêbedo, e...
senti-me estúpido, sabe?
Estava zangado, porque parti o copo.
Consegue dizer-lhe isso?
O quê, à Barbara? Sim.
Desculpa por te ter acordado.
Talvez, se tivesses chegado mais cedo,
tivéssemos passado a noite juntos.
Não, eu estava... Estava a trabalhar.
Vim directo para casa depois do trabalho.
Sê honesto comigo, por favor.
Sinto-o no teu hálito.
Bebi umas cervejas.
Define "umas".
Bem, foi um dia difícil.
Precisava de descomprimir.
Tu passas a vida a descomprimir.
Estás sempre na loja.
Queres filhos, certo?
Queremos os dois. Pois, sabes...
ter uma família custa dinheiro,
ou seja, alguém tem de trabalhar.
A menos que ser estudante profissional
conte como emprego hoje em dia.
Isso não é justo. Sabes que tive de parar.
A culpa não é minha.
Como vais ser advogada
se nem aguentas a faculdade de Direito?
Quem achas que paga tudo
enquanto andas pelo campus
como uma caloira de 30 anos?
Sou eu.
Pago-te a faculdade, pago-te as pausas,
dou-te um tecto.
Posso falar agora? Não! Não.
Quero saber uma coisa.
Se te licenciares, o que acontece?
Tens um filho e deixas-me a conta.
Ou fico preso em casa a mudar fraldas
porque vais trabalhar pela primeira vez?
Estás a ser cruel.
Estou a ser honesto.
Pensei que era isso que sempre quiseste.
Lá por falhares como arquitecto...
Eu sou arquitecto, caralho!
Porra, só estou preso a vender móveis de merda
porque alguém não levanta o cu gordo
e não me ajuda!
Como se sente, Clark?
Com quem estou a falar?
- Comigo, aqui e agora. - Consigo? Está bem.
Desculpe, não queria...
enervar-me nem perder a cabeça, nem nada disso.
Eu sei.
É esse o objectivo do exercício.
Isto é um bom começo.
Sentir o que sente
e aprender a identificar um novo caminho.
A sua reacção foi, na verdade, bastante normal.
Bem, sou eu!
Ora viva, marujos!
Fartos de gastar os vossos dobrões suados
em mobília a preço de ouro?
À procura de ofertas de fazer tremer o convés?
Então venham até ao Império Otomano do Capitão Clark,
o armazém e sala de exposições
preferidos do Vale de Santa Clara.
Temos quartos, salas,
salas de jantar, escritórios e casas de banho a rodos.
Primeira casa? Temos o que precisam.
Primeiro bebé? À procura de berço?
Temos o que precisam!
Do que há de mais moderno em design
aos estilos clássicos de outros tempos,
está tudo aqui a preço de arromba.
O que foi, Polly?
Estás preocupada com o crédito?
O Capitão Clark diz: sem crédito, não há problema!
Naveguem pelo alto-mar da alta qualidade
e deixem os problemas de dinheiro à porta.
Entrem hoje
e levem o sofá modular dos vossos sonhos,
a mesa de cozinha, o candeeiro de pé e a estrutura de cama
aqui no Império Otomano do Capitão Clark,
na Capitol com a McKee, mesmo à saída da 680.
Arrr! Entrem hoje...
ponham os pés ao alto
e desfrutem de um império só vosso!
Porque todo o sultão merece um trono,
e temos um com o vosso nome,
aqui no Capitão Clark...
Não pode ser!
- Clark, estás bem? - Desliga a câmara.
Não, isto dá para usar.
- Desliga a puta da câmara. - Está bem... Jesus...
Precisas de ajuda?
Não, eu trato disto.
- Vamos repetir, ou...? - Não.
Kat, já podes abrir a loja.
Já está aberta.
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