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GRANDES ESPERANÇAS
Não faças barulho!
Não faças barulho, seu diabinho,
ou corto a tua garganta!
- Diz-me o teu nome! Rápido! - Pip!
- Diz outra vez! Abre a boca! - Pip!
Pip, senhor! Não, senhor, por favor.
Tens aperitivos contigo, rapaz?
Tens aperitivos contigo?
Não, senhor!
Vem cá.
Tens umas bochechas gordas.
Raios, podia come-las.
Onde está a tua mãe?
Ali, senhor!
Also Georgiana, senhor.
A minha mãe, e também os meus irmãos.
Órfão não é?
Com quem moras?
Isso supondo que deixo-te viver.
Com a minha irmã, senhor,
a senhora Joe Gargery.
Esposa de Joe Gargery, o ferreiro.
O ferreiro?
Sabes o que é uma grosa?
- Sabes o que é aperitivos? - Sim senhor, comida senhor.
Não estou só,
como pensas que estou.
Há um jovem foragido comigo
que comparado comigo sou um anjo,
ele tem um forma secreta de continuar jovem.
Ele vai comer o teu coração é o teu fígado assado.
É escusado um miúdo esconder-se daquele jovem.
Agora, amanhã de manhã cedo trazes-me,
neste cemitério,
a grosa e os aperitivos, não ousa dizer uma palavra,
vou fazer o que puder para manter
aquele jovem longe do teu caminho.
Percebeste?
- Responde! - Sim, senhor!
Agora vai para casa.
Aqui estás tu, Pip!
A tua irmã já foi procurar por ti várias vezes.
Agora, ouve, ela está furiosa e ela tem uma vara.
Vou fazer o que posso,
mas é melhor ficares atrás da porta.
- Onde estavas? - Estás pronto?
Estás a desgastar-me em preocupações!
Perguntei: Onde estavas?
No cemitério da igreja.
No cemitério da igreja. Se não fosse por mim,
tinhas ido para o cemitério a anos, e ficavas por lá!
- Quem trouxe-te pela mão? - Foste tu!
Por que, quero saber!
Vai buscar a água de alcatrão!
Não há necessidade da água de alcatrão, meu amor.
- É Natal. - Vai buscar!
É péssimo o bastante ser a mulher de um ferreiro,
para ter que ser a tua mãe, também.
- Foi ao cemitério da igreja. - Estás bem?
Vocês querem disso, suponho.
Água de alcatrão. Tomem cuidado.
Para a mesa! Agora!
Outro preso fugiu das pedreiras.
O que fez, o preso?
Assassinato é o mais provável.
É por isso que coloca-os nas pedreiras,
Por assassinato.
- Assassinato? - Assassinato e roubo.
São muitas perguntas!
Onde é que foi o pão?
Eu comi.
Comeste, não é?
Senhor...
Trouxeste isso, rapaz?
Sim, senhor. Aqui.
O que há na garrafa?
- Brandy. - Traz aqui.
- Trouxeste alguém contigo? - Não, senhor!
- E viste se alguém o seguiu? - Eu não fazia isso, senhor.
Estou feliz por ter gostado da torta.
Obrigado, meu rapaz, gostei sim.
- Não vai deixar nada para ele! - Ele?
- Quem é ele? - O jovem que você falou.
Que queria comer o meu fígado.
Ele.
Ele não vai querer torta.
Ele olhou como se quisesse.
Olhou? O que queres dizer, olhou?
Eu vi-o.
- Quando? - Agora mesmo.
- Onde? - Junto ao rio.
O quê... estava vestido como eu, com um rosto magoado?
- Aqui? Gravemente ferido? - Sim, senhor.
Dá-me a grosa, puto!
Vou caçá-lo como um cão.
- Adeus, senhor. - Soltaram ele!
Feliz Natal, senhor.
- Deixa-o fazer de mim um tolo? - Adeus.
Vou mete-lo no fundo do rio...
No dia de Natal, no dia de Natal.
Todas as almas na Terra deve cantar.
No dia de Natal de manhã.
Vamos todos alegrar-se é cantar.
No dia de Natal, no dia de Natal.
Lindo.
Um belo pedaço de carne, é o que é.
Pela óptima festa que estamos prestes a ter,
- Graças a ti, minha senhora... - Ouçam, ouçam.
Que o bom Deus
nos faça verdadeiramente gratos.
- Ámen. - Ámen.
Ouviste? Sejas grato!
Especialmente, tu meu rapaz,
com aqueles que o trouxeram pela mão.
Por que os jovens nunca são gratos?
Naturalmente perversos! Pequenas doninhas perversas.
O quê?
Elas não são adoráveis. São perversas.
Mais molho, Sr. Wopsle?
Quase esqueci!
Senhoras e senhores, por favor,
deixem espaço para a saborosa torta de carne de porco
tão gentilmente fornecida pelo querido Sr. Pumblechook.
Não mais merecedor do que você, minha senhora.
Vou busca-la. Devo busca-la agora?
Vou busca-la agora.
Costumo dizer,
uma fatia de torta de carne de porco
- fica bem com qualquer coisa... - Cuidado com o que vais falar.
Não faz mal.
Especialmente com um pouco de brandy.
Palavras sábias, como sempre.
Está aqui em algum lugar.
Pelo menos estava. Ela sumiu!
Há água de alcatrão no brandy!
Pip!
Onde pensas que vais, rapaz?
Está quente, sim.
Muito bem, ferreiro. Muito Bem.
Esses tipos cruéis são desagradáveis.
Não é o tipo que gostariam de encontra-los sozinho?
Alguém aqui viu algum gangue?
- Não, Sargento. - Obrigado, minha senhora.
A sua saúde, senhor.
- Obrigado, senhor. - Um bom trabalho.
Encontramos uma grosa também.
Mas não importa.
Vamos encontra-los há qualquer momento.
Claro que, se alguns dos senhores querem praticar algum desporte...
- Sim. - De bom grado.
Certo, para for a. Vamos a eles.
Saltar para cima deles.
Vamos, vamos lá.
Pip venha.
Espero que não os encontrem Joe.
Também espero, amigo.
Eu também espero.
Por aqui, sargento!
Venham cá!
Tu, homem, tira os de lá.
Tira-os de lá para for a.
Vai busca-los vai.
Vai lá, seu cabrão covarde.
Mexam-se...
Já o peguei!
Tira-o dai para for a!
O que estás a espera? Vai lá!
Vai em frente, entra!
Deixa-me com ele!
Deixa-me com ele!
Ele tentou matar-me!
Coloca as correntes nas pernas dele.
Ele tentou matar-me!
Deixaram-no ir livre?
Deixem ele abusar de mim várias vezes?
Vá, lá coloca-o no chão.
- Ele tentou matar-me! - Cala-te!
Tinha sido morto, se não tivesses chegado aqui.
Quero dizer algo.
- Uma confissão se quiser. - Esperem.
Vai em frente.
Um homem não pode morrer à fome.
Levei, roubei, alguns aperitivos na vila.
E uma grosa também.
E vou dizer-te de onde.
Do ferreiro
Brandy e uma torta.
Sentes falta de tais artigos como uma torta, ferreiro?
- A minha esposa sente. - Então és tu o ferreiro?
Sinto muito em dizer que comi a sua torta.
Deus conhece-te, bem-vindo a ele.
Não sabemos o que fizeste,
mas não desejamos que morras de fome não é verdade, Pip?
Não.
Pip?
Põe-te andar!
Colocas as pernas ali.
Vou dizer, meu amigo, Pip!
O quanto estudioso tu és!
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