Reacher

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په خپور شو: 2022-02-04
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MARGRAVE, GEÓRGIA

BEM-VINDOS À CIDADE DE MARGRAVE, GEÓRGIA

ESTABELECIDA EM 1794 CORTESIA DA FUNDAÇÃO KLINER

- Não sou boa a matemática. - Foi uma gorjeta de 40%.

Fiz asneira.

Como hei de enriquecer, se desperdiças o meu dinheiro?

Põe-te já na carrinha.

O que queres, idiota?

Estou a falar contigo, estúpido.

Ouve, meu, estou a ter um dia mau.

Não voltará a acontecer.

Café, simples, e tarte de pêssego.

A melhor que encontrará na Geórgia.

Polícia!

Polícia! Não se mexa!

Não se mexa!

Vai deslizar para fora desse banco, com calma e devagar.

Faça-o, agora!

Devagar!

Mãos.

Mãos atrás da cabeça!

Entrelace os dedos!

Vire-se.

Vire-se para a janela!

A sobremesa vai ter de esperar.

Está preso por homicídio.

Vá! Pode andar mais depressa do que isso.

Senhor.

Se vier aqui, posso processá-lo.

Não estou a pedir, estou a dizer.

Mas não o espanco, a menos que me obrigue.

Obrigada.

Muito bem, vou fazer a sua admissão. Primeiro, como se chama?

Não, o Pé-grande não fala.

Mas tinha um passaporte.

Jack Reacher. Sem nome do meio.

- Abraçadeiras? - As algemas não davam.

Sem selos mais novos do que 1 de janeiro.

Planeia sair do país?

Tudo o resto que ele trazia.

Quanto é, 200 dólares?

Duzentos e doze.

Parece algum tipo de cena estrangeira.

Medalha da 2.a Guerra Mundial. Francesa.

Ninguém anda por aí só com isto.

Onde tem o resto das suas porcarias?

Tem algum amigo na cidade? Uma namorada?

O que faz na minha cidade?

Não quer falar?

Talvez o ponhamos numa cela de detenção, para mudar de ideias.

E como fariam isso, exatamente?

Explicam-lhe os direitos constitucionais da 5.a e 14.a Emendas

e esperam que ele os dispense de livre vontade?

Sim.

Não é preciso. Eu trato disto.

Levem-no para a sala de conferências. Eu vou já.

Cabra de Beantown.

Sr. Reacher,

sou o detetive-chefe Oscar Finlay.

Vou fazer-lhe umas perguntas.

Disseram-me que lhe leram os direitos, por isso, sabe que não tem de responder.

O corpo foi encontrado na encosta da autoestrada,

parcialmente coberto por caixas de cartão amassadas.

Dois tiros de uma 9 mm, a curta distância, na parte de trás da cabeça.

Não encontraram invólucros.

A vítima era um homem, na casa dos 30, grande.

Foi muito espancado, após a morte.

Ainda sem identificação.

Problema a obter impressões digitais dos dedos inchados do corpo.

Sabe quem era este homem?

Como acabou morto?

Quer partilhar algo, para lá da sua companhia fascinante?

Muito bem. Então,

não vou desperdiçar o resto da minha tarde.

Talvez o seu advogado nomeado pelo tribunal o faça falar.

Não preciso de advogado.

Ele fala.

Quando quer.

E porque não precisa de advogado?

Porque não matei ninguém.

Pelo menos, não recentemente.

E não nesta cidade.

Isto é impossível.

O quê?

Este tipo, o Reacher.

As impressões digitais não deram nada, mas ainda pode dar algo.

Mas não tem Facebook, Snapchat, Instagram.

Não tem carta de condução, empréstimos, pedidos a seguradoras.

Não tem qualquer perfil online.

A única prova que Jack Reacher existe é ele estar sentado naquela sala.

Jack Reacher. Pais falecidos.

Um irmão, Joe, dois anos mais velho. Reformado do Exército.

Comandou a Unidade de Investigações Especiais 1-10 da Polícia Militar.

Matou alguns homens, enquanto cumpria o dever.

Tudo mortes legítimas.

E se achar que estou sentado com um homem que não se importa de matar

e que tem conhecimento e treino para matar alguém e encobri-lo?

Estaria correto.

Mas não este homicídio.

Três homens deixaram este corpo.

Explique-me.

O assassino percebe de armas de fogo.

As balas eram de calibre pequeno, 9 mm, seis gramas, é subsónico.

Usou um silenciador. Sabia que devia apanhar os invólucros.

Não foi a primeira vez.

Sabia realizar um homicídio silencioso e eficaz.

Certo, continue.

Também procura um psicopata que espancaria um cadáver.

Alguém completamente perturbado.

Um perfil totalmente diferente do atirador profissional.

Há algum problema?

Não.

Disse que eram três.

O seu psicopata não é racional para esconder o corpo

e o atirador meticuloso não vai fazer um trabalho descuidado com cartão.

O terceiro está tão preocupado em fugir

que pega em lixo e espalha-o pelo corpo.

Disse que a vítima era grande, tinha pés grandes de fora e viram-no.

Os altos nunca têm espaço suficiente para os pés.

É uma teoria interessante.

Mas continua a corresponder à descrição de alguém visto na autoestrada,

perto de onde encontraram o corpo.

Porque era eu.

Saí do autocarro de Tampa e vim a pé.

O Greyhound não para em Margrave.

- Não disse que parava. - Saiu nos arredores.

- O motorista ajudou-me. - Porquê?

Pelo Blind Blake.

- Quem é esse? - Um cantor de blues.

Diz-se que morreu em Margrave, há muito tempo.

Pensei em aprender mais sobre ele.

Gosto de música.

Não tem casa nem telefone.

Apanha um autocarro em Tampa, com 212 dólares,

uma escova dos dentes e uma medalha

e faz mais de 800 km para ler sobre um músico de blues morto?

Isso sumaria as suas últimas 24 horas?

Não. Também fui a um diner, pedi tarte de pêssego

e não a comi porque fui detido por homicídio.

O médico-legista coloca a hora da morte pela meia-noite de ontem à noite.

Esta manhã.

É ontem à noite até às 23:59 e 59 segundos,

depois é esta manhã. Numa investigação, os pormenores são importantes.

A hora da morte

é as 00:00 da manhã.

Se confirmar que estava num autocarro a essa hora,

pode ir.

Até lá, fica na cela de detenção.

Estamos a ver um número encontrado no sapato da vítima.

Estava num papel, com a palavra "pluribus" lá escrita.

Quer esclarecer isso, antes de o soltarmos? Sabe alguma coisa?

Significa que vou ficar aqui uns tempos.

As operadoras são lentas a responder a mandados.

É uma pena! A lei diz que precisamos de mandado.

Vá, continua detido.

Reacher, porque é que os problemas te encontram sempre?

Mon Dieu, Reacher!

O camião das mudanças podia ter ardido.

Em que estavas a pensar? Não se põe fogo de artifício.

Mas são do 4 de Julho. Estão bons.

Já está tudo.

Na próxima mudança, quero metade das caixas.

Não sei como quatro pessoas acumulam isto.

- Sim, senhora. - Eu e o pai desembalamos,

vão conhecer as crianças da base.

É a nossa casa durante uns tempos.

Vão fazer amigos.

Achas que vamos gostar daqui?

As aulas serão iguais. A mobília dada pelo Exército será a mesma.

Será como os Camarões, Bélgica e Espanha.

- Vocês mudaram-se hoje? - Sim.

A praia é por aqui?

É. Mas são cinco dólares.

Cinco dólares o quê?

Pelo aspeto, o teu casaco.

Pois, sou grande para a minha idade.

Tal como tu és feio, para a tua idade.

Vamos para casa.

Muito bem.

Não tens de fazer isto. A luta é minha.

Nunca é só tua.

A mãe tinha razão.

Os problemas encontram-te sempre.

Obrigado.

Já cá está há algum tempo.

- Achei que quisesse café. - A culpa não é minha.

Os problemas parecem encontrar-me.

O que queria mesmo era tirar a fita.

O chefe Morrison diz que fica.

Presumi que gostava simples.

- Como adivinhou? - Parece ser um tipo sem disparates.

Natas e açúcar são um disparate.

- Sabe que estou inocente. - Como descobriu?

Duvido que traga café aos culpados.

Se for culpado de algo, não pode ser de muito.

A análise às impressões não deu em nada.

Os maus disparam logo apitos e assobios.

Roscoe, vamos apanhar boleia.

Recebi informação sobre o número.

Desculpe, cerâmica.

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