Dial M for Murder

Dial M for Murder

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Dial M for Murder (1954) Hitchcock 1080p H 264 AC3 ENG-ITA (moviesbyrizzo)
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AC3
1080
په خپور شو: 2020-06-27
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لومړۍ 200 کرښې.

CHAMADA PARA A MORTE

O "QUEEN MARY" CHEGA HOJE

Entre os passageiros do QUEEN MARY,

que chega hoje a Southampton,

está o escritor americano Mark Halliday.

Deixa-me arranjar-te outra bebida.

Mark, antes do Tony chegar,

eu devia explicar uma coisa.

Sim, estava à espera disso.

Não lhe contei nada sobre nós.

Isso não me surpreende. É algo difícil de fazer.

Quando telefonaste esta manhã,

eu disse apenas que escrevias policiais...

e que te tinha visto uma vez quando cá estiveste antes.

Isso soa a culpabilidade. Nunca usaria isso nas minhas histórias.

Mark, sei que achas que é uma tolice, mas quando conheceres o Tony,

vais perceber porque o disse.

Querida, já percebo, mas isso não me impede de te amar.

Não é assim tão simples.

- O Tony mudou. - Obrigado.

Está uma pessoa totalmente diferente daquela que eu te descrevia.

- A sério? Quando aconteceu isso? - Naquela noite em que fui despedir-me.

Quando saí do teu apartamento, voltei para aqui.

Sentei-me no sofá e chorei muito. Depois, adormeci.

E, quando acordei, lá estava o Tony de pé no átrio,

com os seus sacos e raquetes de ténis.

Disse apenas que decidira deixar o ténis e arranjar um emprego.

- Sem mais nem menos? - Sem mais nem menos.

Claro que no início não acreditei nele, mas ele falava a sério.

Mas tem estado encantador desde aí.

Suponho que foi desde aí que deixaste de me escrever.

Foi isso, Margot?

Lembras-te das cartas que me escreveste?

Sim, lembro-me.

Depois de as ter lido, queimei-as. Achei melhor. Todas, menos uma.

Deves saber a qual me refiro.

Sim, creio que sim. Que lhe aconteceu?

Foi roubada.

Um dia, o Tony e eu íamos passar o fim-de-semana no campo com amigos.

Estávamos na plataforma, quando notei que faltava a minha mala,

a carta estava lá dentro.

- Onde foi isso? - Na Estação Victoria.

Achei que a deixara no restaurante,

mas quando fui ver, desaparecera.

Então, nunca a encontraste?

Recuperei a mala umas duas semanas depois,

nos perdidos e achados, mas a carta não estava lá.

Cerca de uma semana depois, recebi um bilhete.

Dizia o que eu tinha de fazer para recuperar a carta.

Sim. Continua.

Devia levantar £50 do meu banco em notas de £5...

e depois trocá-las por notas usadas de £1.

Dizia que se eu fosse à polícia ou contasse a alguém,

ele mostraria a carta ao meu marido.

Ainda tens o bilhete?

Letra de máquina em maiúsculas. Qualquer um podia tê-lo escrito.

E, dois dias depois, recebi este.

Ambos enviados de Brixton.

"Metade do dinheiro embalado...

"e enviado para John S. King, 23 Newport Street, Brixton SW 9.

"A carta vai na volta do correio."

É uma pequena loja. É usada como endereço postal.

- Não mandaste o dinheiro. - Mandei, mas a carta não foi devolvida.

Assim, depois de esperar duas semanas, fui lá.

Disseram que nunca tinham ouvido falar dele.

A embalagem ainda lá estava, nunca tinha sido aberta.

Isso já é alguma coisa. Posso guardá-los?

Sim, se quiseres.

- Não percebo por que não me contaste. - Não podias fazer nada.

Talvez me obrigasses a contar ao Tony e à polícia.

Como eram só £50, achei melhor pagar e resolver tudo.

- É melhor contar ao Tony sobre nós hoje. - Não, Mark, por favor não o faças.

Não percebes. O Tony mudou. Por favor.

Gostava que fosse há um ano, quando vieste despedir-te.

Estávamos na cozinha. Eu quase disse: "Não consigo continuar.

"Vamos falar com o Tony e contar-lhe."

Acho que então o farias.

Vejo que esta noite vai ser difícil.

Todos a dizermos coisas agradáveis uns aos outros.

Há só uma coisa que não explicaste.

Por que não queimaste também aquela carta?

Aí estás tu. Julgávamos que nunca mais chegavas.

Que andaste a fazer?

Desculpa, mas o patrão chegou quando eu estava a sair.

Tony, este é o Mark Halliday.

- Olá, Mark. - Olá.

Peço desculpa por chegar tão tarde.

- Gosta de cá estar, Mark? - Muito, Tony.

É a sua primeira visita a Londres?

Não. Estive cá há um ano de férias.

Pois, é verdade. A Margot contou-me.

- Escreve para a rádio, não é? - Não, para a televisão, infelizmente.

- Querido, reservaste mesa? - Sim. Para as 19:00.

- Então, vamos... - Houve uma pequena alteração de planos.

- Não digas que não podes ir. - Receio que não.

O velho Burgess vem de Bruxelas no domingo...

e tenho de entregar o meu relatório mensal amanhã.

- Não podes fazê-lo quando voltarmos? - Não. Demorará horas.

- Já assim terei de inventar metade. - Mas...

Podes ir ter connosco depois do teatro? Podemos sair.

Liga-me no intervalo.

- Se estiver inspirado, talvez consiga. - Tenta.

Vou só buscar as minhas coisas, Mark.

- Aqui estão os bilhetes. - Obrigado, Tony.

Receio estar a ser muito indelicado.

- De todo. É pena não poder vir. - Tem de vir cá jantar.

- Gostava muito. - A propósito,

- o que faz amanhã à noite? - Sábado? Que eu saiba, nada.

- Quer ir a uma festa de homens? - De homens?

Uns rapazes americanos que estiveram cá a jogar ténis.

Vamos dar-lhes um jantar de despedida.

Não sou grande jogador de ténis.

Não faz mal. Conhece Nova Iorque e tudo isso.

- O Mark vem à festa amanhã. - Óptimo.

É melhor vires cá primeiro beber um copo.

- A ideia é essa. - Está bem. Vou tentar arranjar um táxi.

Não, geralmente apanhamos um na rua.

- Até logo, querido. - Diverte-te.

- Até logo, Tony. - Boa noite.

- Mark. - Sim?

Venda o bilhete a mais e beba um copo com o lucro.

Certo, vamos tentar.

- Divirtam-se. - Obrigado. Boa noite.

- Estou. - Sim. Fala de Hampstead 7899?

- Posso falar com o Capitão Lesgate? - É o próprio.

Boa noite. Não me conhece. Chamo-me Fisher.

- Soube que tem um carro para vender. - Sim, um carro americano.

Sim, vi-o na sua garagem. Quanto está a pedir?

- £1.100. - £1.100? Estou a ver.

Estou muito interessado no carro. Mas não gosto desse preço.

Também não gostei quando o comprei.

Quando podemos encontrar-nos?

- Que tal amanhã à tarde? - Lamento, mas não posso.

Não posso, e vou para Liverpool no Domingo.

Eu esperava...

Não pode vir a minha casa esta noite?

- Onde fica? - Em Maida Vale.

Eu iria até aí, mas fiz uma entorse no joelho.

- Lamento. Qual é a sua morada? - 61-A Charrington Gardens.

- Harrington? - Não. Charrington.

Vire à esquerda no metro. São uns dois minutos a pé.

Estou aí numa hora.

É muito gentil. A propósito, traz o carro?

- Lamento não poder... - Não faz mal. Vi-o bem.

Se trouxer o livrete e quaisquer outros papéis necessários,

podíamos tratar já do assunto,

desde que baixe o preço.

Receio que isso esteja fora de questão.

Veremos o que umas bebidas farão.

- Adeus. - Adeus.

- Sr. Fisher? - Sim. Capitão Lesgate?

- Quer entrar? - Obrigado.

Foi muito gentil.

Dê-me o seu casaco.

- Teve dificuldade em achar o caminho? - Não. De todo.

Sente-se. Que tal uma bebida?

Creio que já o vi em qualquer sítio.

Tem graça que fale nisso. Quando abri a porta, eu...

Espere lá. Lesgate?

Não é o Lesgate. Swann. C.J. Swann. Ou era C. A?

C.A. Tem melhor memória do que eu.

Fisher. Quando nos conhecemos?

- Não andou em Cambridge? - Sim.

Foi há uns 20 anos. Não deve lembrar-se de mim.

- Só entrei no seu último ano. - Que coincidência.

Sim, isto pede uma bebida especial.

Tencionava impingir-lhe um porto banal,

mas vejamos o que temos aqui.

- Que tal isto? - Perfeito.

Como soube que o meu carro está à venda?

- Disseram-me na sua oficina. - É estranho. Não lhes falei nisso.

Fui pôr gasolina. Disse-lhes que procurava um carro americano.

Deram-me o seu número de telefone. Está à venda, não?

- Claro. - Óptimo, recuso-me a discutir o preço...

antes de você beber três brandes.

Aviso-o, sou um negociante duro, bêbedo ou sóbrio.

Também eu.

Acho que o devo ter visto algures depois de Cambridge.

Já esteve em Wimbledon?

É isso. Wendice. Tony Wendice.

- Por que usa o nome Fisher? - Por que usa o nome Lesgate?

- Quer um charuto? - Não, obrigado.

- Fico pelo meu cachimbo. - É um hábito que alterou.

Lembro-me que na faculdade...

costumava fumar sempre charutos caros.

Espere. Acho que tenho uma fotografia sua algures.

Sim.

Sim. Esta foi tirada num jantar de antigos alunos.

Aqui está você. Com um charuto enorme.

Foi a primeira e última reunião a que fui.

- Pareço um assassino. - Sim, um pouco.

E lembro-me sempre de si por causa do baile da faculdade.

- Era o tesoureiro, não era? - Tesoureiro honorário.

Costumava organizar aquelas chatices.

Sim. Parte do dinheiro dos bilhetes foi roubado, certo?

É verdade. Quase £100.

Deixei-o num cofre no meu escritório e de manhã tinha desaparecido.

- Foi o contínuo da faculdade, é claro. - Sim, é claro. Pobre Alfred.

Nunca teve sorte.

Encontraram o cofre no jardim dele.

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