Hei$t: The Great Robbery of Brazil's Central Bank

Hei$t: The Great Robbery of Brazil's Central Bank

3 Tonelada$: Assalto ao Banco Central

Download Portuguese ondertitel

Seizoen 1

Release informatie

The Great Robbery of Brazils Central Bank S01 1080p NF DD 5 1 x264-TEPES
Een commentaar door TrungNT
NF

Tags

x264
1080
Gepubliceerd op: 2022-03-18
Downloads: 68
Slechthorend: No

Voorbeeld van Portuguese ondertiteling

De eerste 172 regels.

A polícia investiga um assalto ao cofre do Banco Central em Fortaleza.

Os ladrões chegaram por um túnel e levaram mais de 160 milhões de reais.

Os ladrões alugaram uma casa nas proximidades do Banco Central.

De lá, cavaram 80 metros de túnel até chegar ao cofre.

Um crime perfeitamente planejado.

Inicialmente quando o chefe disse: "Houve um furto no Banco Central",

a gente imaginou que tinha sido arrombado um ATM.

Não, foi um furto à caixa-forte do Banco Central.

Arrombaram a caixa-forte e roubaram milhões lá de dentro.

Furto, caixa-forte, buraco, túnel…

É óbvio que isso não é um crime simples.

"Mas tem muito dinheiro?" Aí ele falou:

"É que nem você chegar na praia e tirar uma colher de areia da praia.

Vai ficar muita areia ainda?"

No primeiro momento, era bate-cabeça.

A imprensa cobrava.

"Pelo amor de Deus, a gente precisa de respostas.

Os dias estão passando e vocês não sabem quem roubou

e o dinheiro sumiu…"

E ele disse: "Olha aí, assaltante do Banco Central."

Todo mundo sabe quem cometeu o assalto, só quem não sabe é a polícia.

Mas esse aí é um deles.

Naquela época, a cena criminal aqui em São Paulo

era completamente diferente.

O que mandava, o rei do crime não era o traficante.

O rei do crime era o ladrão de banco.

Na época, eu estava fugitivo, não tinha muita opção.

"Então, vamos pro Ceará?" "Vamos pro Ceará."

"É lá? Vamos embora." E aí, a gente foi.

Em agosto de 2005, eu era chefe de um grupo de operações da DELEPAT,

Delegacia de Combate ao Crime Contra o Patrimônio.

Eu tava num treinamento de tiro por volta de 8h30, 9h

quando o superintendente da Polícia Federal me ligou comunicando

que tinha havido um assalto ao Banco Central. Um furto.

Primeira vez que nós fomos a uma ocorrência no Banco Central.

Era tão seguro o Banco Central, que não tinha ocorrência de furto.

A gente achou que era coisa banal, coisa boba até.

Quando nós chegamos, tinha pouca gente.

Acho que tinha só alguns funcionários do caixa-forte,

e lá encontramos um buraco…

…que tinha um túnel que dava acesso à parte externa do banco.

Eu não conseguiria entrar.

A minha estrutura física não conseguiria passar pelo buraco

porque era muito pequeno. Muito pequeno.

A primeira pergunta que se faz para o funcionário do Banco Central é:

"Levaram quanto?"

E eles responderam: "Em torno de cem milhões."

A primeira monta foi calculada em quilos.

Foram três toneladas e meia.

E, na realidade, quando contou-se mesmo,

chegou a 164 milhões e alguma coisa.

Eles só entraram do lado das notas usadas.

As notas novas, que poderiam ser rastreadas, por causa do serial,

eles não pegaram.

Nós chegamos em dez ou 12 policiais.

Quando nós chegamos e olhamos o buraco,

um ficou olhando pro outro e disse:

"Que que a gente vai fazer agora? A gente entra?

A gente vai cercar o prédio todo?"

Alguém tinha que fazer alguma coisa.

E eu fui voluntário pra entrar no buraco o mais rápido possível.

O buraco seria bom pra uma pessoa magra passar.

O pessoal mais gordinho tinha que ficar de fora.

O Eneas, como é um cara muito polícia…

Ele é… Ele dorme polícia, acorda polícia, ele é polícia toda hora, né?

Ele entrou.

Ele entrou porque ele quis.

Quando ele entrou… Porque o Eneas, ele é destemido.

Ele chegou, viu o buraco, eu desci com ele,

quando eu vi o túnel, eu disse: "Eu não vou, não."

Ele disse: "Vou embora." Eu disse: "Não vá."

Você não sabe o que tinha ali dentro.

De repente, podia ter uma bomba, alguma coisa assim.

E ele foi embora.

Em 27 anos de polícia,

eu acho que a entrada desse túnel, eu acho que percorrer esse túnel,

foi aquela hora em que você mais diz:

"Cara, não vai. Não vai que você pode… Você vai morrer." Não é nem "pode".

Então, você tá debaixo da terra

e tá seguindo por um túnel que você não sabe pra onde vai,

ou quem está ali ainda, é uma sensação bem ruim.

O fato de o túnel ainda estar com as luzes acesas,

ainda estar com os ventiladores ligados, me deu um pouco de…

É uma calma misturada com nervosismo, porque:

"Será que eles ainda estão transportando dinheiro?

Será que eles estão ainda aqui?"

Foi um rastejo de quase uma hora.

Então, isso daí, a cada minuto… Foi uma hora que durou dez horas pra mim.

À medida que avançava no buraco, eram mil coisas que vinham à cabeça.

Era encontrar alguém ou passar por alguma armadilha.

Isso daí era o tempo todo. Eu mantinha o cuidado de me rastejar,

não colocar a mão sem antes observar onde eu estava colocando a mão.

Porque, geralmente, eles fazem essas armadilhas

com um fio de nylon bem fino

que você passa e você desmonta uma granada e ela explode.

Eu suspeitei que tinha chegado ao ponto em que eles começaram, por quê?

Porque não tinha mais absolutamente nada. Nem pra direita, nem pra esquerda.

Só tinha pra cima.

E eu vi muito lixo, muito lixo de construção.

Mangueiras, escadas, uma plataforma que tinha.

Então eu disse: "Não, só pode ir pra cima agora."

Assim que eu abri o alçapão, eu fui colocando a cabeça, os olhos,

tentando ver 180 graus…

Porque eu pensava que ainda eles estavam lá.

Quando eu olhei pras direções, a casa parecia vazia.

E ela estava bem protegida da luz.

Quando eu entrei totalmente nela, tinha vários colchões

em todas as imediações da casa. Na porta, nas janelas, em todo canto.

Tinha um pó branco, que depois os peritos da Polícia Federal descobriram

que seria pra apagar as impressões digitais.

Eu vi roupas.

E achei também um pequeno saco de moedas de um real.

Foi a única coisa que nós achamos de dinheiro lá na casa.

Pra descobrir onde eu estava, tentei fazer a limpeza dos ambientes.

E depois ir até uma porta ou uma janela e colocar a cabeça pra fora.

Só que a casa, ela tinha um muro muito alto.

E aí, eu aproveitei e saí pra uma espécie de área

onde tinha dezenas de sacos de areia, né?

Que justamente tiraram do buraco.

E aí, eu escalei uma pequena quantidade de sacos e cheguei ao telhado.

O Banco Central estava na minha esquerda,

a mais ou menos, o quê? Uns 70, 80 metros, mais ou menos, do outro lado da avenida.

E aí eu fui me comunicar com o pessoal que tinha ficado no Banco Central

pra que eles viessem até aquela parte da rua

e que ali seria o chamado "ponto zero".

O túnel começou a ser cavado no quintal dessa casa alugada

no centro da cidade de Fortaleza.

A informação é de que aqui funcionaria

uma empresa de grama sintética de fachada há pelo menos três meses.

A polícia investiga um assalto ao cofre do Banco Central em Fortaleza.

Os ladrões chegaram por um túnel e levaram mais de 160 milhões de reais.

O assalto é o maior da história do Brasil.

O que aconteceu no Brasil esta semana

foi coisa de cinema.

A expressão "estou no buraco" foi levada a sério demais.

MEGA-ASSALTO NO BRASIL

Houve um mega-assalto em Fortaleza, Brasil.

Nesse dia, eu estava me preparando pra vir pro jornal

e, de repente, eu recebo uma ligação do editor de Cidades na época,

que não era o meu editor de Reportagens Especiais,

dizendo que eu ficasse atento que possivelmente à tarde,

a editoria de reportagens especiais iria entrar numa cobertura

que eles ainda estavam apurando como é que tinha sido.

Porque as primeiras informações,

quando ele me ligou, davam conta de que tinha havido um assalto

no Banco Central de Fortaleza,

que era na época-- acho que ainda é--

o banco mais seguro de Fortaleza.

Até então, as informações que se tinham é que eles tinham entrado por um túnel.

Era uma coisa totalmente surreal, né?

A primeira coisa que eu senti…

Que que eu percebi, assim que eu cheguei, em poucos minutos,

dando uma olhada rápida no que que estava acontecendo?

Um misto…

Eu vou usar esse termo, mas desconsidere

no sentido que vocês acharem que tá muito extravagante.

Um misto de admiração, tá? E surpresa.

Eu estava na redação no começo de tarde,

quando, conversando com um policial, acho que daqui de São Paulo,

ele me alertou de que havia acontecido um grande

roubo, né? Um furto, né?

Lá em Fortaleza.

Acreditava-se, então, que o modelo do túnel

pra se invadir, como foi feito lá com a caixa-forte,

fosse um modelo daqui de São Paulo.

Naquela época, a cena criminal aqui em São Paulo era completamente diferente.

O que mandava, o rei do crime não era o traficante.

O rei do crime era o ladrão de banco.

O meu nome é Murilo Tito Pereira.

Eu sou perito criminal federal,

especialista na área de computação forense.

Inicialmente, quando o chefe disse: "Houve um furto no Banco Central",

Hei$t: The Great Robbery of Brazil's Central Bank subtitles in other languages

Opmerkingen

No comments yet. Be the first to leave one.

Keep it about this subtitle — sync, quality, typos.500 characters left