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EXPRESSO DO ORIENTE
Há quatro anos, Nick e Audrey Spitz
solucionaram um dos assassinatos mais notórios do século.
- -
Meu Deus! Meu Deus!
- Devemos retirá-la? - Não, é uma faca enorme.
- - Vou colocar de volta.
- Não coloca de volta. -
Como muitas histórias repentinas de sucesso,
Nick e Audrey imediatamente abandonaram seus empregos
e investiram todas as suas economias na carreira de detetives particulares.
- - Uhum.
- - Ah...
- Sei. - Você me dá licença?
Uhum. Sim, mas é claro.
Você tá de sacanagem comendo batata frita?
Tá falando comigo assim por quê? Vi você comer dois coquetéis de camarão.
Para de me distrair, tá legal?
Infelizmente, não estão indo muito bem.
Os homens chegam a um certo estágio na vida.
- Não tem nada a ver com você. - Não é todo homem que é assim.
- Poxa! - Não, mas...
- Não se irrita comigo. -
Você tá me traindo, Ron.
- É sério? Depois de 25 anos? -
Amor, tenho saído sozinho pra preparar
- o aniversário de casamento surpresa. - Que fofo!
- Agora tá fazendo sentido. - Que isso?
Ai, me perdoa, Ron.
Ah, dá licença, gente.
- Se puderem pagar essa conta. - Tá aqui, ó.
- Vamos deixar vocês em paz. - A gente já vai.
- Conta? Vão cobrar dela? - Ah, não!
- A gente fez acordo... - Deu em cima de mim!
- Infiltrada. - Você deu em cima.
Vou mostrar o que vai ficar em cima.
Com os negócios indo mal,
Nick e Audrey só podiam rezar pelo milagre...
Vai morrer!
...de que alguém próximo a eles
fosse assassinado.
MISTÉRIO EM PARIS
Ai, meu Deus!
- - Peraí! Peraí!
Coloca ondas do mar ou alguma coisa mais agradável.
Os sons das baleias me ajudam a dormir.
Você tirou meu remédio pra insônia.
Lembra do que aconteceu da última vez que tomou remédio?
Foi andando dormindo até a portaria
usando a minha calcinha e ficou regando o sofá.
Não lembro de nada disso, não.
Olha, o porteiro que tirou. É meu papel de parede.
Ah, esse aí não sou eu, não.
Tá bom. Olha, amor, se não consegue dormir...
...podemos tentar
- terminar um capítulo, juntinhos. - Eu li algumas páginas.
Esse cara não sabe do que tá falando.
Querido, é o cara que criou o teste.
O teste que tem que fazer pra conseguir a licença.
Fui policial.
Não preciso de um pedaço de papel me dizendo o que fazer.
Sei o que tô fazendo.
Mas a gente concorda que ajudaria o nosso negócio
se a gente, sabe, fizesse o curso.
Acha que nosso negócio tá capenga por causa disso?
A gente teria uma clientela melhor se nós dois tirássemos a licença.
Pra uma clientela melhor, tem que fazer um marketing melhor.
Marketing melhor? Igual aos seus cartões de fio dental?
- Sim! - Mesmo? Então tá.
- Isso se chama "marketing disruptivo". - Não é disruptivo, é confuso.
- Não somos dentistas. Somos... -
Posso falar mais alto do que o alto-falante.
- - Amor, qual é?
Ó, para, tá?
Você não quer mais trabalhar nisso?
Quero. Quero trabalhar, sim.
É que... Ai, a gente só fala de trabalho!
Você por acaso conhece algum casal que trabalhe junto e se dê bem?
Tá legal. Billie Eilish e Finneas.
Eles são irmãos.
Tá legal. Olha, eu sei que não era isso que a gente imaginava...
MARAJÁ
Que desgraça é essa?
Ah, é o meu telefone.
E aí, Marajá! Namastê! Como que tá, cumpadi?
Iê! Como é que você tá, Nicky Nick?
Tá cortando grama? Que barulho maluco é esse aí?
Aí, eu tô andando de jet ski, meu camarada!
Num jet ski e falando ao telefone ao mesmo tempo?
Nick, escuta só essa.
O Marajá aqui vai se casar!
Que maravilha, rapaz! Vou até contar pra Audrey. Audrey!
Ele vai se casar.
- O quê? - É mole?
Vik! Parabéns! Estamos muito felizes por você!
Obrigado! Ela é uma tremenda gata de Paris.
Exatamente onde fica a Torre Eiffel.
E eu vou me casar nesse fim de semana na minha nova ilha particular,
e eu quero vocês dois lá. Você e o Nick. Tudo pago.
Quero ver vocês dois na pista de dança metendo até o chão.
Quis dizer "descendo até o chão"?
Não, cara, eu vou...
Merda!
- - O que aconteceu?
- Você ouviu? Com tudo pago. - Vamos trabalhar fim de semana.
Olha, acho que faria bem a gente dar uma relaxadinha.
Lembra o que aconteceu da última vez que relaxamos um pouquinho?
É, algumas pessoas morreram.
- Algumas, não. Muitas pessoas. - Cinco pessoas mortas não é tanto.
Tá legal, peraí. Deixa eu pensar.
- Ela tá cedendo. - Okay, então...
- Tá cedendo. - Shhh. Espera, meu amor.
Tá, pode falar.
Okay, eu concordo
e acho que a gente precisa dar um tempinho.
- Um tempinho? - De tudo isso.
- Deixar o trabalho por um bom tempo. - Não.
Só se for um final de semana.
Não, o fim de semana todo. Imagina, a gente pode...
- Entendi. - Não pensar em trabalho.
- Nem falar... - Olha só. Tô toda arrepiada.
Tá arrepiada porque vamos.
- Coisa boa! - Ótima decisão.
Uhum.
Estão gostando da vista, Sr. e Sra. Shitz?
Ah, desculpa. Não somos Shitz.
Somos só Nick e Audrey Spitz.
Mas, sim, com certeza. É uma vista maravilhosa.
Querem ouvir uma musiquinha, Sr. e Sra. Shitz?
Nós somos os Spitz, não os Shitz. Entendeu?
Tá, eu tenho Pitbull e Taylor Shitz.
É doido, continua com esse negócio de Shitz.
- Coloca "Shitz" no final de tudo. - É mole?
De onde você é?
Eu sou de... ...europeu.
Você é lá da Shuítza?
- -
Opa, não posso cair. Não posso pagar esse mico.
- Obrigado, obrigado. - Ai, vou chorar!
Nós morremos e chegamos no Paraíso?
- Que isso? - Deus do Céu!
Os flamingos tão usando fraldinha pra não fazer cocozinho no gramado!
Nossa!
Nick e Audrey!
- Aí, meu irmão! - Ei!
- Os heróis do Lago de Como! - Fala, Marajá!
E a minha irmã e o meu irmão de outra mãe! Uma mãe beberrona!
- Aí! - Ah!
- Vikram! Bom te ver! - Como é que tá passando?
- Aí! -
Nick e Audrey, quero lhes apresentar mademoiselle Claudette "Jubert".
Joubert.
- Prazer. - Me chamo Audrey.
É um grande prazer conhecê-la.
É ainda mais linda do que o Vikram descreveu.
- Ah! - Essa menina não é boba, não. Gostei.
E não para de beijar, não, né?
Quatro? Achei que eram dois.
- Minha vez. - E Nick.
Ah, opa! Que legal, hein?
Parabéns, tá?
Obrigado. Ah, não acabou?
Opa! Mais unzinho?
- Já deu, chega! Pode parar! - Opa! Que é isso?
- É o costume dela. - Venham, por favor.
Vou dizer uma coisa. Paris é minha cidade favorita do mundo.
Quando foi a última vez que esteve lá?
Ah, na verdade, eu nunca fui,
mas eu conheço dos filmes, das fotos e...
Obrigado pelo convite. Que bom que conseguiu encaixar a gente.
- Imagina! - Inacreditável.
Surgiram duas vagas porque meus pais morreram.
- Ô, que tragédia! Sinto muito. - Sinto muito! Que chato...
Não! É brincadeira!
- Danado. Então eles vêm, né? - O quê?
É... Não, eles morreram, e eles nunca viriam porque...
eu odeio eles.
- Tudo bem, faz parte da vida. - Legal.
Ah, coronel, conhece os Spitzes?
- Como é que é? - Coronel!
Meus amigos!
Ah, meu Deus! O que houve com o seu braço?
Deu pra perceber, é?
É, da última vez que o vimos, você tinha muito mais do seu braço.
Bom, se eu tinha que perder um, que fosse esse,
porque eu já não tinha a mão mesmo.
Não precisa mais dividir o descanso de braço no cinema.
- Ah! - Peraí, peraí, mas falando sério agora.
O coronel impediu que uma bala me acertasse em Mumbai.
- É mesmo? - Alguém tentou te matar?
Sim, algumas pessoas não gostam de como a minha empresa funciona.
Infelizmente a lesão do coronel o impede de me proteger totalmente.
Tive que arrumar um novo guarda-costas: o Sr. Louis!
- Saca só! - Ah, Louis!
- Todo completinho. - Prazer.
Completinho?
Boa, entendi. Muito boa! Não vai achar nada aí, não.
- Espero que não. -
Ó, vou dizer uma coisa.
Se você e o coronel se enfrentassem, eu apostaria no coronel.
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