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Passe a ponte e vire à esquerda,
depois continue pela estrada por 68 quilômetros.
Vire à direita e continue por dez quilômetros.
Por favor, vire à direita. Você chegou ao seu destino.
Como vai? Sou Edmond Murray.
Oi. Seus documentos, por favor?
Claro.
Aqui é o 457. Nada aqui...
Aqui está.
O Sr. Murray chegou.
Positivo.
-Bom dia. -Como vai?
Meu nome é Birch. Vou iniciar a investigação.
-A Srta. Richmond o aguarda. -Sou o pai do Ethan.
Eu sei, Sr. Murray.
Não posso comentar mais sobre o caso.
O inspetor Roy virá mais tarde. Ele responderá às perguntas.
Certo.
A Srta. Richmond está na margem. Siga o caminho à direita.
Tudo bem. Obrigado.
Joan!
Merda. Joan!
O que estão fazendo lá?
-Procurando ele. -O quê? Acham que está na água?
Não sei.
Não sei.
O que aconteceu, porra?
Não sei.
Ele estava dormindo ali.
-Você está bem? -Não consigo voltar lá.
-Posso entrar? -Não. Desculpe.
Merda.
MEU FILHO
Aluguei este lugar. Vou ficar aqui.
Tudo bem, vou ficar aqui perto.
Que bom.
Pode fazer uma coisa para mim?
Preciso que você passe na minha casa.
Ethan fez um desenho para mim um dia antes de ir e...
não consigo parar de pensar nele.
Obrigada.
Sabemos algo sobre os donos do acampamento?
Não, disseram que interrogaram todo mundo.
Você os conheceu? Antes de mandá-lo?
Sim, quero dizer...
Pareciam bem legais. A mulher era um amor. Eu não...
Eu...
Com certeza eram legais.
Eu nunca o mandaria pra lá se achasse que havia algo errado.
-Jamais! -Eu sei.
Você é uma boa mãe. Eu sei.
Merda.
Oi.
-Oi. -Você está bem?
-Sim. -Sim?
-Tudo bem. -O que eles queriam saber?
-Só fizeram umas perguntas. -De que tipo?
-Contei que temos um relacionamento. -Por quê?
Não. Você está voltando? Pode voltar? Tudo bem.
-Tchau. Eu te amo. -Te amo. Tchau.
É o seu namorado?
-Sim. -Foi ideia dele mandá-lo ao acampamento?
Puta que o pariu.
Sim, claro, foi ideia dele.
Ele é meu filho.
Está bem? A escolha foi minha.
Queria que não tivesse ido.
Eu também.
Eu não queria que ele fosse.
Mas...
Mas o quê?
Crianças da idade dele fazem essas coisas. E Ethan não.
Ele é diferente, e ele...
Ele não queria ir.
E eu sabia que ele não queria.
Ele parecia bem antes de ir?
Achei que eu só...
Só precisava que ele...
Sinto muito.
Foi...
Ele não estava muito bem.
Certo?
Sim.
Por aqui. Tudo bem.
Preparem todos para a busca.
Inspetor, este é Eddy, o pai do Ethan.
Tudo bem, Sr. Murray?
-Sou o inspetor Roy. -Inspetor.
Estou conduzindo a investigação com minha equipe.
Sr. Murray, gostaria que fosse à delegacia às 15h, por favor.
-Claro, 15h. -O endereço está no cartão.
Meu número de celular pessoal está no verso,
caso precise dele.
Senhorita, tem certeza que quer participar disso?
Sim.
-Ontem, parecia que... -Não.
-Tem certeza? Deixa comigo. -Quero ajudar.
Muito bem. Então ouçam as instruções,
e aí vou dizer onde devem ficar.
Tudo bem. Obrigado.
Atenção, todos, por favor.
Esta manhã vamos fazer uma busca em toda esta encosta.
Quero que andem pelo mato juntos.
A dois metros uns dos outros.
Se encontrarem algo, levantem a mão e gritem: "Aqui!"
É muito importante não tocarem em nada. Entenderam?
Obrigado a todos por virem. Em suas posições, por favor.
-Onde podemos ficar? -Aqui, no fim desta fileira.
Obrigado.
Dois metros.
-Kenny! Vamos lá! -Joan...
Ethan!
Ethan!
Ethan!
Ethan!
Ethan!
DESAPARECIDO 7
CARACTERÍSTICAS: OLHOS AZUIS
Quem é ela?
O inspetor Roy vai dizer. Venha comigo.
-Como vai? -Sr. Murray. Por favor.
Alguma novidade?
Nada ainda.
Como se sente?
Já tive dias melhores, sabe?
Vou dizer em que ponto estamos.
O plano de alerta foi acionado desde ontem de manhã.
Que bom.
Continuamos interrogando todos que tiveram contato com seu filho.
A equipe de supervisão do acampamento
me disse que faziam inspeções regulares
nas barracas e chalés
para checar se as crianças dormiam e se tudo estava bem.
A última inspeção foi à 1h da madrugada.
E ele estava lá?
Estava. Até então, tudo estava bem.
Quando olhei o chalé dele,
vi que suas roupas e a mochila ainda estavam lá,
e seus lanches ainda estavam lá.
Sr. Murray, devo lhe dizer que estamos investigando todas as hipóteses.
Inclusive sequestro.
Permita-me fazer algumas perguntas.
Pode achar algumas delas incômodas e invasivas. Posso?
Não se preocupe. Pergunte-me o que quiser.
Em primeiro lugar, entendo que o senhor viaja muito.
Esteve na Líbia, na Arábia Saudita, no Iraque.
-Por quê? -Meu trabalho é internacional.
Trabalho no exterior há dez anos, mais ou menos.
Trabalho em campos de petróleo e vou aonde me mandam ir.
Diria que seu ramo, seu trabalho, é perigoso?
O trabalho, em si, não é.
Às vezes vou a lugares onde corro perigo.
Estou sempre ciente que,
em certos lugares, preciso tomar cuidado.
Alguma vez o senhor foi afetado?
Um subordinado meu foi sequestrado.
Foi um fiasco tentar resgatá-lo. Uma merda geral.
E acabamos pagando o resgate.
Senhor...
Qual é.
Se tem algo a dizer, pode falar em inglês.
Preciso pedir o seu celular.
Precisamos dele para a investigação, para analisar os contatos.
-É o protocolo. -Não posso entregar meu telefone.
Tenho certeza de que entende a importância disso, neste momento.
Perfeitamente.
Pela natureza do meu trabalho, há informações sigilosas aqui.
-Só precisa dos meus contatos? -Sim.
Obrigado.
Seria justo dizer que a maioria dos países onde trabalha
seriam impróprios para levar uma criança?
Sim, a maioria.
O horário de trabalho, alguns lugares onde vou,
mesmo não sendo perigosos, não são adequados para crianças.
Ele precisa ir à escola. Precisa ter amigos.
Precisa de estabilidade, uma casa, família.
E não posso dar isso.
Quando viu seu filho pela última vez?
Eu o vi no Natal.
Eu o vi pelo Skype no Natal.
Ele parecia bem.
Tem um bom relacionamento com sua ex-mulher?
Não é ruim.
Não é culpa dela termos nos separado.
Há algum conflito?
Não do meu lado.
Tem contato com o novo parceiro dela?
Eu o vi pelo Skype algumas vezes. Parece legal.
Checaram os antecedentes dele?
Não é um fato conhecido que, nove em cada dez vezes,
é alguém conhecido, alguém da família?
Sim, é verdade,
e por isso faz parte de nossa investigação primária.
E o senhor? Há alguém novo em sua vida?
Sim, tenho uma parceira.
Estou com ela há cinco anos.
Dois anos atrás,
sua esposa disse que seu filho não estava bem.
Eu voltei
e viajamos juntos por um mês.
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