Les 200 premières lignes.
"A Hora do Lobisomem" DE STEPHEN KING
A última lua cheia daquela primavera...
veio um mês antes do início das férias escolares.
Primavera de 1976
Naquela noite, começou o longo pesadelo de nossa cidade.
Minha cerveja é Rheingold a cerveja seca
Pense na Rheingold quando comprar cerveja
Não é nem amarga, nem é doce
É a mais gelada, não vai comprar?
Não vai comprar a cerveja Rheingold?
Caramba Arnie, está com medo do bicho-papão?
Sai daí, grandalhão, me dê uma mão!
Está bem, o que quer Arnie?
Quero uma Rheingold.
Então o que vai fazer, Arnie, assim que limpar isto aqui?
Cerveja Rheingold...
Merda!
A matança tinha começado,
Mas no início ninguém sabia.
Porque Arnie Westrum era um bêbado inveterado,
o que houve pareceu um acidente.
O legista concluiu que Arnie desmaiou nos trilhos.
Não havia evidências para se chegar a outra conclusão.
Espero que seja um dia agradável.
Essa é Tarker's Mill, a cidade onde cresci.
Ela era assim na primavera. As pessoas se preocupavam uma com as outras.
Eu tinha 15 anos, e meu irmão Marty tinha 11.
Gostaríamos de começar logo.
Por favor, atenção, todos!
Podemos começar agora?
Tem muita cadeira deste lado, podem sentar.
Sem mais delongas, gostaria de chamar nosso reverendo Lester Lowe.
Já vou, está bem?
- Está, mas fique por perto. - Está bem.
- Em junho passado... - Vê se seu irmão está bem.
"Vê se seu irmão está bem".
Marty é um chato.
Marty era a minha cruz.
- Não é venenosa? - Ai, não.
- Não era tão chato, - Deixa eu segurar.
Mas era imposto por meus pais.
- Tenho uma idéia. - Qual?
Não faria isso.
- Faria? Só não exagere! - Quem, eu?
Este empenho mostra o real sentido de comunidade.
Marty?
- Oh, Janie! - Desgraçado!
Deixa disso, não é venenosa.
Olha a minha meia!
Odeio você!
Jane, que horror!
Pára, Brady.
Jane, molhou as calças?
Desculpe, Jane.
Claro!
Não tive a intenção.
Nunca tem a intenção! Te odeio, seu chato.
Parece que pegamos ela pra valer.
Cala a boca, Brady. Você é ruim.
Vem cá um instante, quero falar com você.
Já disse, o bebê não é meu, e não me agarre deste jeito!
- Não é seu? Não houve outro. - Já conversamos, lamento.
- Me ajuda, não sei... - É sua barriga, seu filho!
Me ajuda.
Quero que façam as pazes. Tem sido boba, Jane.
- Viu meu joelho? Minha roupa? - Marty já se desculpou.
Como não sobe em árvore, não pode impedir o Brady.
Sempre apóia ele, porque é aleijado.
Mas não tenho culpa que ele seja aleijado.
Chega ou leva uma palmada. Falo sério.
Jane, me desculpa. Não pude parar o Brady.
Anda, meu doce, ajuda seu irmão.
- Bob, estou sem a chave. - Só um instante, querida.
Janie, não esquenta com tão pouco.
Querida, onde coloco isto?
Anda logo! Rápido!
O tio Red vem mesmo?
Mamãe disse que está se divorciando de novo.
E que está bebendo. Este é seu tio, um bêbado.
- Ele não é! - É sim!
Janie?
Janie, está acordada?
Para que o dinheiro?
Para um novo par de meias.
É o bastante?
Jane, fica com o dinheiro. Juro que foi idéia do Brady.
Quero fazer as pazes.
Compro um par na drogaria por $1,49.
Pega.
- É verdade o que contou do tio Red? - É.
Mas desculpe a forma como disse. Foi maldade.
Tudo bem.
Nunca gostei muito da Sheila mesmo.
Talvez goste da próxima.
Suicidas vão para o inferno,
ainda mais quando grávidas.
Mas nem ligo!
Temos uma crise aqui,
foi o que me disse de manhã.
Fico feliz. Acha que vai ser esta semana?
Bom. Quando e quantos?
Vai se fuder!
O que ele disse, Joe?
Que chegam ao meio dia.
Talvez não tenha sido uma boa idéia, mandar o detetive chefe se fuder.
Só disse isso quando ele desligou.
Jesus, que confusão.
Joe Haller não acha a própria bunda...
nem com uma lupa!
Pode ser, mas conheço um cara, que reclama até hoje da multa de $100,
por aquela batida do ano passado.
E eu conheço um cara gordo, que tem que cuidar com o que diz.
ou alguém o fará engolir os dentes!
Pagamos impostos para ter segurança.
Mas Joe Haller não corresponde.
No último relatório, você estava com os impostos atrasados.
Andou quitando a dívida, Andy?
Está dando uma de esperto?
É melhor vocês sossegarem o facho ou os dois vão sair já daqui.
Entenderam?
Quem vai beber?
Olha só o Madman Marty e sua bala de prata.
E aí? Feliz de estar livre?
- Nada, gosto da escola. - Pobrezinho.
Cuidado.
Nada mal, hein?
O tio Red trocou o silencioso por um turbinado.
- O que é isso? - Um que faz barulho.
Está fazendo outra cadeira sob medida.
Mas não sei não, com o divórcio. Está em apuros com minha mãe.
- Por causa do divórcio? - É o terceiro.
Vamos, Tammy.
Obrigada por me trazer. Dá medo passar ali sozinha.
É, dá um pouco de medo.
Sabe, eu a via sempre.
Fica calma, sei como se sente.
Outra coisa também dá medo.
O que?
Aquilo.
Ouço barulhos vindos de lá.
Tammy! Venha cá ajudar sua mãe com a roupa suja.
Bem eu iria lá dar uma olhada, mas a cadeira pode atolar.
Iria mesmo, não é?
Claro.
Sem problemas.
Tenho que ir, Tammy.
Obrigado por me acompanhar.
Droga de aleijados, vivem da previdência social.
Queria acabar com eles, para equilibrar o orçamento.
Vamos, cara.
- Oi, Sr. Cutts. - Oi Marty, parou de novo?
É, pode ancher, por favor?
Verifico o óleo?
Claro.
Limpo o pára-brisas e testo o nível de besteiras do motorista?
O cara no bar dizia ao barman:
Jumento, me dá um drinque. O barman dava, e ele pedia:
Jumento, dá outro. Quando saiu, outro cara perguntou:
Por que deixa ele chamar você de jumento?
A boca do barman bufou: Sempre me tratou assim!
- Entendeu? - Claro.
Pode passar a vez, já que não tem chance.
Vamos ver... Te dou essa.
Não pode apostar "Managers".
- Não pode, disse que não. - Então um "Yankee".
Mija nos Yankees, mija nos índios... - Cama!
- Qual é mãe? - Vai, Nan, deixa acabar o jogo.
Não demorem.
Você disse "Yankees"? Olha seu "Yankee".
Bato com três reis. Conta os pontos e chora.
Eu tenho um sequência.
Que droga de sorte! Droga mesmo!
- Já chega! - Pensei... - Chega!
Pelo menos posso dar boa noite?
Boa noite!
- Boa noite. - Boa noite. - Até logo.
Te vejo de manhã. - Ok. - Ok.
- Me acorda. Não, eu te acordo. - Ok.
Boa noite.
Não quero que beba perto de Marty.
Não me diz o que fazer! Como fez a vida toda!
Não me interessa como vive, mas é um menino impressionável.
Acha que sua única responsabilidade é levá-lo da cadeira pro banho
e da cadeira pra privada. Marty é mais do que alguém que não anda.
- Pra você é fácil. - É mesmo.
Aparece algumas vezes, conta piada, toma cerveja
e me dá sermão sobre como criá-lo.
Sou responsável pelo que ele sente
quando vê você assim e quando vai embora.
Marty já tem de lutar contra muita coisa.
- Não tem de lutar coisa nenhuma! - Morro de medo que ele desista.
- Não vai desistir. - Ele não precisa que lhe diga como!
Mais uma grande noite, na casa da mana Nan.
Vamos, Rebell, acaba com ele hoje!
Vamos ferrar ele!
Vamos arrebentar! Chutar uns traseiros.
Arrebenta ele!
Quebra as costelas! Ai, doeu em mim.
Porcaria...
Tenho que fazer alguma coisa.
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