Ang unang 191 linya.
AJUDA PSIQUIÁTRICA
A DOUTORA NÃO ESTÁ
Anda, Sally! Não posso chegar atrasado. Fui eu que marquei o treino.
Estou a ir, mano mais velho.
Cuidado!
Bom dia, Charlie Brown.
Bom dia, Linus e Lucy. Prontos para o treino?
Porque treinamos sequer? Nunca ganhamos nenhum jogo.
É mesmo por isso. Estou farto de perder.
Pensa assim, Charlie Brown.
Aprendemos mais a perder do que a ganhar.
Então, devo ser a pessoa mais inteligente do mundo.
Não me cumprimentas, meu queridinho?
Eu não sou o teu queridinho!
Qual é o plano, Charlie Brown?
Novos equipamentos? Novas táticas? Um novo quarterback?
Não, um novo treinador.
Talvez afinal não sejas assim tão bronco.
Para a Mãe (e Pai) com Amor
- Bom dia, meu senhor. - Bom dia.
Tenho lido sobre futebol.
Estou pronta para entrar e chutar o velho balão.
É uma bola, Marcie. E nem tudo é velho no futebol.
Certo, meu senhor.
E não me chames isso. Hoje, chama-me treinadora.
Muito bem, ouçam.
Aqui o Chuck pediu-me para ajudar a equipa a treinar para a próxima época.
Adoro desafios.
Prontos para começar? Ótimo!
Gosto de começar o aquecimento com 100 polichinelos.
Marcie?
Vocês ouviram-na. Saltem!
Um, dois, três…
… quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez,
onze, 12, 13…
- Lamento o atraso. - Espero que tenhas um bom motivo, Pigpen.
Tenho! Havia muita fila na loja de doces por amanhã ser Dia da Mãe.
O quê?
É amanhã? Não acredito que quase me esqueci do Dia da Mãe.
O Dia da Mãe? É especial.
Chega de conversa, Chuck. Marcie, onde íamos nós?
Eu perdi a conta.
Esqueçam.
Vou fazer uma demonstração. O que vão ver
é futebol sujo, pesado e à maneira.
Marcie, chama-os.
Vejam o miúdo do nariz estranho.
Vejam como se mexe!
Pronto, miúdo. Já chega disso.
Eis um pontapé simples.
Certo, prepara-te!
Muito bem, pequenote.
Tudo bem, esqueçam o pontapé. Vamos fazer um passe.
Nunca sei o que a minha mãe pode gostar. És inteligente, Linus. Que lhe vais dar?
Bem, a minha mãe põe bilhetes na minha lancheira todos os dias,
como este.
"Querido filho, estuda muito.
Tudo o que precisas para ser feliz
já está dentro de ti.
O almoço é apenas um bónus. Com amor, mãe."
Às vezes, deixa-se levar.
Avança e vira à direita.
Esquerda! Volta para trás.
Não voltes para trás! É um passe, não uma devolução.
Este ano, vou escrever-lhe uma carta especial para lhe agradecer.
Infelizmente, ainda não sei o que dizer.
Escrever não é o meu forte.
"As rosas são… As violetas são…"
A jogada não é essa! Deita-o ao chão!
Ele está sequer a ouvir-me?
Que estão a fazer?
Eu vou dar à mãe uma autêntica obra-prima.
A sério? É o quê?
Se soubesse, dizia-te!
- Que vais dar à tua mãe? - Ela tem sido muito querida.
Por isso, aumentei a prenda para uma nota de cinco dólares nova.
És tão atenciosa.
Dinheiro puro e duro.
Não tens a bola!
Vou escrever uma sonata à minha mãe.
Chamo-lhe "És a Melhor Mãe", em fá maior.
A minha mãe adora abraços e vou dar-lhe cupões disso.
Espera! Olha para trás!
Nada mau para um pequenote. Vai! Corre!
Viva!
Não foi perfeito, mas é um touchdown!
Viram aquilo tudo?
- Dia da Mãe. - Feliz Dia da Mãe.
Adoro o Dia da Mãe.
- Feliz Dia da Mãe. - Adoro o Dia da Mãe.
Peço a vossa atenção!
Ou alguém tem coisas mais interessantes para fazer?
Tenho de ir comprar material artístico.
Tenho de fazer mais cupões.
Tenho de trabalhar na última parte da sonata.
Podia dar um postal com os chocolates.
Tenho de escrever a carta.
Desculpa, treinadora. Também tenho de ir.
Ligo-te para marcar outro treino em breve.
Está bem, vão-se embora!
Não me culpem quando perderem na próxima época.
Nem todos estão distraídos com o estúpido Dia da Mãe.
Vocês também? Todos me abandonaram!
Nem todos, treinadora. Meu senhor.
Eis a parte dissimulada.
Viro-me e finjo que passo ao running back,
mas fico com a bola,
faço movimentos difíceis para evitar a defesa
e atravesso o campo para um touchdown!
Meu senhor…
É tudo muito interessante, meu senhor,
mas devíamos fazê-lo com os outros jogadores.
Não. Recuso-me a mudar os meus planos só por causa do Dia da Mãe.
Podemos fazer outra coisa divertida.
Quem diz que não me estou a divertir?
Pareço uma pessoa que não se está a divertir?
- Queres falar sobre isso, meu senhor? - Não!
Meu senhor, lamento que não tenhas mãe.
Só não percebo o alarido do Dia da Mãe!
O Dia da Mãe é parvo!
Ainda bem que começámos a comunicar mais, meu senhor.
Devias ir para casa, Marcie.
Deves ter de preparar coisas para amanhã.
Já tratei de tudo, meu senhor. Fiz queques.
Prefiro ficar aqui contigo.
Todos os anos é igual.
Estou a ter um bom dia e alguém fala no Dia da Mãe.
De repente, lembro-me que sou a única que não tem mãe.
Deve ser difícil, meu senhor.
É mesmo, Marcie.
No ano passado, fingi estar doente
para não ir à escola nessa semana.
Eu lembro-me. Foi uma bela fita.
Se quiseres, podes passar o Dia da Mãe na minha casa.
Posso partilhar a minha mãe.
A tua mãe é querida, mas não é a mesma coisa.
Posso fazer algo para ajudar?
Não sei, Marcie.
Podes fazer o Dia da Mãe desaparecer e nunca mais voltar?
Receio que não, meu senhor.
Já calculava.
Vamos devolver a bola ao Chuck.
"Para a minha mãe." Não.
"Querida mãe." Não.
"Ó minha mãe."
"Olá, mãe."
Já ninguém escreve cartas.
"Mãe."
Sai daí, Linus.
Preciso da mesa para fazer a prenda especial do Dia da Mãe.
Vai ser um retrato da mãe feito com aguarelas.
Ela vai olhar para ele e dizer:
"Esse desenho vai para o topo do frigorífico."
Parece boa ideia.
As melhores prendas vêm do coração.
Qual coração, qual quê! Isto é arte.
Ser uma grande artista implica ter disciplina e concentração
e nunca apressar a nossa obra-prima.
Feito!
Olhaste para a mãe recentemente?
Acho que vou fazer outra coisa. Uma coisa inspirada.
Há uma linha fininha entre ser sincero e demasiado sincero.
Não tocas à campainha?
Não quero ver ninguém.
Queres o meu lenço?
Não estou a chorar, estou a pensar.
Às vezes, parece a mesma coisa.
Bem, se o quiseres, avisa.
Não sei porque fico tão transtornada.
Talvez por sentires falta da tua mãe?
Nunca tive uma mãe. Como posso sentir falta dela?
Podes sentir falta do que as mães fazem,
como fazer as bolachas que gostamos
e pôr-nos um penso no dedo se nos cortamos
e cantar-nos músicas.
Não sinto falta disso.
O meu pai faz-me essas coisas típicas de mães. Ele é o maior!
O teu pai é muito querido.
Está tudo bem, meu senhor?
Marcie, há vários tipos de mães, certo?
Claro! As crianças acolhidas têm ótimas mães.
E as adotadas também. Há quem até tenha duas mães.
Certo! E até crianças como eu, sem mãe, podem ter alguém que aja como uma mãe.
E todas essas mães merecem ser celebradas, não achas?
Claro que sim.
É isso que vou fazer.
No Dia da Mãe, vou celebrar o meu pai.
É tão simples!
Basta dar-lhe uma prenda do Dia da Mãe.
Tipo um postal?
Sim, é isso! Um postal!
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