Bear Witness

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Na-publish noong: 2022-04-25
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Ang unang 200 linya.

Svalbard,

um grupo remoto de ilhas, nas profundezas do Círculo Polar Ártico.

Um paraíso para ursos-polares

e local para um dos filmes mais ambiciosos sobre ursos-polares alguma vez feitos.

A Disneynature reuniu

alguns dos melhores cineastas e guias do mundo,

para captar a vida deste enigmático e icónico animal.

Filmado ao longo de três anos,

a equipa vai cobrir milhares de quilómetros em busca de ursos,

lidando com temperaturas abaixo dos 40 graus negativos...

Para quem nunca trabalhou em condições destas,

não consegue imaginar o quão difícil é.

...e sendo levada ao limite da sua resistência.

Mas os desafios de trabalhar aqui são maiores, de ano para ano.

É o lugar de maior aquecimento no planeta.

Com o derreter da paisagem de Svalbard, como irão os ursos e a equipa

adaptar-se a um mundo que está a perder o seu gelo?

As ilhas de Svalbard são de uma vastidão intocada.

E um terreno de procriação vital para a vida selvagem ártica.

Quando eu era adolescente, sonhava com Svalbard.

Porque, para mim, é o ambiente mais poético da Terra.

É tão diferente de tudo o que se possa experienciar.

Há glaciares gigantes,

Cineasta

espaços vastos de neve e gelo.

É como um mundo de conto de fadas.

O que se sente é que é o reino do urso-polar.

Localizado no ponto norte do planeta,

Svalbard fica no Oceano Ártico, entre a Noruega e o Polo Norte.

O oceano à volta de Svalbard congela todos os invernos,

formando lençóis vastos de gelo do mar.

É a plataforma de caça perfeita para os 300 ursos-polares que aqui vivem.

Há diversos desafios para filmar ursos.

Primeiro, temos de os encontrar

Logística

neste ambiente enorme, mas de forma segura.

Então, por segurança, queremos um gelo do mar espesso.

Estamos completamente dependentes de gelo do mar bom

para encontrar e filmar os ursos.

Na cidade mais a norte do planeta,

a equipa passou dois anos a criar o acampamento ártico perfeito para filmar.

Sim. Ótimo.

Isto é algo especial,

porque nunca ninguém tentou nada assim antes.

Vamos tentar estar fora durante toda a estação.

Pelo menos, três ou quatro meses.

E, para o fazer, temos de ter este acampamento enorme

que temos construído e planeado, neste último ano.

É preciso ter de tudo.

É preciso equipamento, alojamento para dez pessoas,

chuveiros, casas de banho, tudo.

Quando tivermos tudo, não precisamos de ir à cidade

para reabastecer, nem de comida, nem combustível, nem água, nada.

Isso também significa que há menos impacto no ambiente.

Portanto, esperemos ficar lá,

durante toda a estação.

O acampamento foi concebido na perfeição,

mas entrar no habitat dos ursos é uma operação logística tremenda.

Para lá chegarmos, temos estes trenós pesados.

Diretor de Logística

São movidos ou por um buldózer, ou um nivelador de neve.

E, por cima deles, podemos colocar um contentor.

São contentores amigos do ambiente,

porque, com uma tenda, usamos tanto combustível

só pelo aquecimento, pois o isolamento é muito mau.

Isto vai permitir que fiquemos quentes, relativamente confortáveis e seguros.

Seguros dos ursos-polares.

Continua.

FEVEREIRO

Após anos de planeamento, chegou finalmente o momento da partida.

Em toda a Svalbard,

há apenas 40 quilómetros de estrada, portanto, o asfalto acaba rapidamente.

Na vastidão, o comboio de gelo tem de cobrir mais de 100 quilómetros

de um terreno incrivelmente desafiador.

Parece que estamos a chegar à parte mais difícil do percurso,

onde começa a ficar cada vez mais molhado.

Ainda temos muita água a sair do glaciar.

Esta será uma das áreas

que será mais difícil do que outras.

A ver vamos.

E não demora muito para o pior acontecer.

Isto não é um problema pequeno, é um grande problema.

Temos 50 toneladas de equipamento presas na água, a meio metro de fundo.

Devo admitir que, provavelmente, deve ser a pior noite da minha vida.

Acho que nunca tive uma noite assim.

Estão 25 graus negativos.

Quanto mais tempo o trenó estiver preso,

maior é a probabilidade de ficar congelado no gelo.

Podemos demorar semanas para o retirar, literalmente.

É deixá-lo congelar, pegar numa serra, cortar em blocos, e pronto.

Nada é fácil na vida.

Nem fazer um filme sobre ursos-polares.

O congelamento está a começar e o relógio não para.

Desde que ficámos presos, 2,5 centímetros de gelo.

Com o veículo de reboque em terreno firme,

uma corda extralonga é amarrada de novo ao trenó.

É agora ou nunca.

Sim. Sim, é isso mesmo.

Foi um milagre. Não esperava aquilo.

Foi o último trenó a ser retirado.

De volta ao caminho, o comboio de gelo aguenta uma outra noite polar.

E, após dez longos dias,

chega finalmente ao seu destino.

Finalmente, aqui!

Que dia... Mas que dia!

Esta é a casa da equipa durante os próximos três meses.

E o Oskar certificou-se de que têm tudo o que precisam.

Isto parece-me bem.

São muitas bolachas.

Muitas bolachas.

Os contentores vão proteger a equipa de qualquer urso esfomeado a vaguear

e darão à equipa tudo o que precisam.

Este aqui é o meu pequeno castelo.

Portanto...

Para alguns, pode não ser muito espaçoso,

mas, para mim, é o bastante.

Tem uma cama confortável.

Também muito importante, aqui a minha coleção de livros.

Com as coisas básicas para sobrevivermos.

Acho que é quente, o que é o mais importante,

depois dos dias frios no terreno. Tudo o resto será um luxo.

Portanto, sim, estou muito feliz com o que tenho aqui.

Esta é a nossa casa de banho.

Dá para um duche rápido para todos, uma vez por semana.

E esta é a nossa sanita mágica. Ela queima tudo.

Então, só vamos deixar cinzas.

É, diria eu, muito ecológico.

Portanto, sim, é o suficiente para estarmos limpos e felizes, creio.

Os contentores são a base perfeita.

Mas os ursos-polares percorrem centenas de quilómetros.

Então, a equipa terá de fazer o mesmo.

Prontos?

O guia Oskar já trabalha neste ambiente há 15 anos.

E a sua experiência é fulcral para manter a equipa a salvo.

Nesta aventura num dos ambientes mais remotos do planeta.

Agora, vamos fazer 600, 700 metros,

até ao que chamamos de montanha de topo plano,

para ver se encontramos ursos-polares.

Dirigem-se para um terreno alto para verem melhor.

Mas, ao subirem, a neve vai aumentando mais.

Até eventualmente ficarem presos.

Um, dois, três.

Mas Oskar ainda acha que conseguem continuar.

O outro guia ficou preso,

acho que não vamos poder continuar.

Temos de ir por outro lado.

-É bom falhar? -Eu ainda não falhei.

Vou tentar outra vez.

Vitória!

Com o caminho livre e o orgulho de Oskar intacto...

Boa!

...a equipa pode prosseguir.

Mas sem ursos em vista,

o Oskar comunica com a equipa de colegas presente no gelo do mar.

Jonathan, Oskar.

Onde estão?

Estamos em Deeperstein e encontrámos um urso-polar.

Certo. É só um urso-polar?

Sim, é só um urso-polar, pelo menos, pelo que nos parece.

Entendido. Pronto, vamos lá.

Ver ursos-polares é algo único

porque, na maioria do tempo,

só se vê uma vasta paisagem de gelo.

E aquilo que procuramos

são estes pequenos pontos amarelados, nesta paisagem.

Porque os ursos-polares são meio amarelados,

o que os torna visíveis neste ambiente.

Não vejo urso nenhum.

Não há nada como ver um urso-polar.

É algo que se sente. É mágico.

Sinto que tenho uma ligação forte aos ursos-polares.

Sou pretensioso o suficiente para dizer que é o meu animal espiritual.

Eles são únicos.

Vivem numa vastidão de gelo

e conseguem sobreviver lá.

Ao ver ursos-polares no gelo do mar,

percebe-se logo que este é o ambiente certo para eles.

Eles adaptam-se na perfeição

Oceanógrafa

ao gelo do mar, a viver e a caçar lá.

E é incrível vê-los.

Para contar toda a história, a equipa está determinada

em captar o santo graal da filmagem de ursos-polares.

O mais difícil em filmar ursos-polares

é filmar uma mãe com as CDA.

E CDA significa "Crias do Ano".

Ou seja, elas nasceram no inverno, numa pequena caverna.

E, claro, esses pequenos ursos são incrivelmente vulneráveis.

Portanto, ver de perto uma mãe com as crias do ano é quase impossível.

MARÇO

Agora é primavera.

As mães e as crias do ano saem das suas cavernas nas montanhas,

pela primeira vez.

E começa a oportunidade de a equipa as filmar.

Mas, primeiro, têm de encontrar uma caverna.

Olhando para a montanha,

tentamos encontrar ou um buraquinho,

ou até encontrar, quando a caverna estiver aberta,

várias pegadas junto ao buraquinho.

Porque, quando a mãe empurra a abertura,

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