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Julkaistu: 2023-09-29
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22H41

Continuo desperta. Deve ser da pressão.

E se não conseguir relaxar?

Eu fecho os olhos e imagino que estou num banho de imersão.

Detesto banhos de imersão. Ficas na tua porcaria, como um hipopótamo.

É por isso que tomo sempre um duche depois.

Isso é ridículo.

Assim demoras o dobro do tempo. Porque não tomas um duche?

Porque gosto de banhos e de estar na minha porcaria.

Não admira que não haja água quente para mim de manhã.

- Parabéns por fazeres isto. - Não, eu quero fazê-lo.

- Bem, vemo-nos amanhã. - Sim.

- Boa sorte. - Obrigada.

Pronto.

Vou ter saudades tuas.

Claro, porque sou incrível.

E vais pagar a próxima conta da água.

É justo.

- Boa noite, Veg. - Tem uma boa noite.

- Desculpe. - Anda lá.

Não tenho o dia todo.

Obrigado.

- Olá. - Olá.

- Lisa Osgood. - Muito bem.

CLÍNICA DO SONO

Pode preencher isto, por favor?

Obrigada.

- O seu quarto é por aqui. - Obrigada.

Quer beber alguma coisa?

Matava por um vinho branco.

- Acho que não... - Brincadeira. Não quero nada. Obrigada.

Obrigada.

Certo. É boni...

Uma pergunta. Quando tomas banho, tomas duche a seguir?

Não. Ia Demoraria o dobro do tempo. É de loucos.

Obrigada. Foi o que eu disse. Queria uma segunda opinião.

Deixa-me ver o teu quarto. Como é?

Consegues imaginar o caixão do Buzz Lightyear?

Como assim? Não.

Não fez muito sentido.

A sério, devias pensar em fazer isto.

O quê? Ainda nem sabes se resulta.

- Fica-te muito bem. - Obrigada.

Incrível. É isso mesmo.

Neste momento, já experimento tudo.

O Veggie está mesmo a ficar preocupado comigo.

Ontem apanhou-me a pôr um brinquedo da Poppy no fogão.

O quê?

Era uma chaleira de brincar.

Mas não posso continuar sem dormir, pois não?

O que esperas? Achas mesmo que te vão curar?

Céus, espero que sim.

E com sorte, conseguirei fazer algo

quanto à síndrome das pernas inquietas.

- Pernas quê? - É muito estranho.

Sempre que tento dormir, as pernas querem levantar-se.

- Tu e as pernas partilham o cérebro. - Já não sei se é verdade, Danny.

É verdade.

O que foi isso?

Foi a Daisy.

Quem é a Daisy?

Esta é a Daisy.

Donde veio isso?

Bem, hoje o Adam bateu-me à porta.

Tudo bem, meu?

Podias fazer-me um grande favor e cuidar da Daisy?

Quem é a Daisy?

O quê? Daisy, apresento-te o Danny.

Estou a tomar conta dela enquanto a Sra. Jackson está no hospital.

Teve outra crise de angina. Mas chamaram-me.

Incêndio na fábrica de químicos.

A Daisy não dá trabalho nenhum.

Mas está a resolver algumas questões. Emocionais.

Que questões?

Bem, o terapeuta dela diz que é depressão clínica.

- Devido ao complexo de inferioridade. - Desculpa, ela tem terapeuta?

Não gosta de barulhos altos, luzes fortes ou surpresas.

E não gosta nada de ser criticada. Fica passada.

Tendo em conta os vossos problemas, achei que se iam dar lindamente.

Se ela ficar muito ansiosa, o Sr. Fantoche acalma-a.

E como sou um ótimo vizinho, disse...

Não. É um não. Obrigado.

É um sim. Entra.

- É uma cadelinha. - Cadelinha?

Podia pôr-lhe uma sela e montá-la. Olha só, tem bíceps.

O pior é que não gosta de estar sozinha. Tentei ir à casa de banho.

Arrombou-me a porta. Achei que era a Força Aérea.

Talvez estivesse muito aflita para ir à casa de banho.

Vês? Não me deixa em paz.

- O que queres de mim? - Ela gosta de ti, Danny.

Devias ficar contente.

Uma fêmea que gosta de ti. Não é muito habitual.

- Que má. - Desculpa.

Por falar nisso, estou a pensar contactar a Amy.

Quanto tempo devo esperar para contactar uma rapariga

- a quem cortei o dedo? - Eu diria 500 anos.

A sério?

Que pena.

- Ela era incrível. Gostei mesmo dela. - Sim.

Era muito divertida.

Sim, muito divertida. Muito divertida.

- Eu lembro-me. - Era tão divertida.

Ouve, não posso continuar a conversar

porque tenho de tentar dormir.

Sim, eu também. Tenho de desligar.

Sim? O que vais fazer?

Tenho de me preparar para uma entrevista de emprego.

- Com quem? - A revista Rolling Stone.

Não acredito. Meu Deus. Danny, isso é incrível.

Porque não disseste nada?

Bem, não queria agoirar.

É só uma entrevista, não te entusiasmes.

Só uma entrevista? Não, é o máximo. Vais conseguir o trabalho.

Não, não, já disseste.

- Agoiraste. - O quê? Não...

Muito bem.

Aonde foste?

Lisa. Sou a Dra. Stafford. Já conheceu a Kat.

Olá.

Vou explicar-lhe um pouco o que vamos fazer.

- Vamos monitorizá-la com estes... - Ímanes polissonográficos?

Já vi que esteve a pesquisar.

Vão ajudar-nos a avaliar e a estudar os seus padrões de sono

e comportamento cognitivo. Usamos os resultados para...

Ajudar a formular uma estratégia para tratar as minhas insónias

e a minha rotina noturna.

Parece que temos uma perita, Kat.

Não é nada irritante.

Só tem de dizer que "concorda".

Desculpe. Perdi a página.

- Desculpe. - Não faz mal.

Deixe-me só tentar encont...

Gosto dos seus sapatos.

Obrigada. A Kat acha-os um pouco espalhafatosos.

Não foi isso que eu quis dizer.

Certo. Enquanto esperamos pela Kat.

Tem consigo estimulantes, como bebidas com cafeína

ou dispositivos eletrónicos? Portátil, tablet ou telemóvel?

- Ótimo. - Não.

Já foi à casa de banho?

Sim, fui, mas não fiz nada.

Isso vai afetar o meu diagnóstico?

Não é um problema. Pode ir durante a noite.

Não se esqueça de desligar o microfone. É esse botãozinho.

- Achei-a. - Avisem a imprensa, informem o rei.

Carregue aqui.

São 23h30. As luzes vão apagar em breve.

Por favor, tente dormir.

- Boa noite. - Boa noitinha.

- Gosto dos seus sapatos. - É tarde de mais.

BOWIE E PRINCE - A SUPERBANDA HOLOGRÁFICA

Porque me dificultas tanto a vida? É só um gato.

Anda, anda. Sobe.

Fica. Olha.

Vou só... Para conseguir...

Ouve. Presta atenção. Fica. Fica aí. Vou buscar o Sr. Fantoche.

Daisy, o que é isto? Vê o que...

Mas que...

Não, não, não. Não, o que fizeste?

Meu Deus, o que fizeste? Seu enorme... cu peludo.

Daisy, volta. Desculpa. Retiro o que disse. Retiro o "cu".

Estou?

Ela estragou tudo.

O quê?

A minha preparação. E a entrevista é daqui a quatro horas.

- Meu Deus. Que horror. - Sim.

É mesmo. E foi-se tudo. A preparação, as ideias, desapareceram.

Foi-se tudo. Tinha páginas inteiras sobre Bowie e Prince,

a Superbanda Holográfica. Tinha Cremação dos Creedence,

A Derradeira Despedida. Perdi tudo. Ela apagou tudo.

E apagou-o de uma forma impossível de recuperar.

Como é possível?

Achas que ela é um génio do mal?

- Estamos a falar da cadela? - Sim, está armada em tonta.

Mudou a língua do portátil para espanhol.

- O quê? - Sim.

Procurei a "ajuda" em espanhol, correu bem,

mas agora tenho de usar a página da ajuda

para ter ajuda na língua errada. É de mais para mim.

Está a levar-me a melhor.

Desculpa. Sei que devias estar a dormir,

mas és a única a quem posso ligar.

Não há problema. Está tudo bem.

Olha, respira, está bem? Estás a respirar?

Infelizmente, estou.

Certo, dá-me dois segundos.

Olá. Desculpe, tenho de ir à casa de banho.

Posso ir?

A porta não está trancada, Mna. Osgood.

Boa.

Como estás? Estás bem?

Sim. Nunca estive melhor.

Ótimo. Estou à procura da casa de banho.

Sim.

CASA DE BANHO - ELEVADOR - ESCADAS

Apanhou-me de mão na massa.

Posso suborná-la com um Twix para esquecer que me viu?

- Não é preciso. Eu não digo nada. - Clyde.

- Lisa. Olá. Sim. - Sim.

É a minha quarta vez aqui.

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