نخستین 200 خط.
Senhoras e senhores, sou o vosso rei, Jorge III.
Bem-vindos a Hamilton .
Favor silenciar agora celulares
e aparelhos eletrônicos.
É estritamente proibido fotografar e filmar.
NOVA YORK JUNHO DE 2016
Obrigado, e divirtam-se com meu show.
TEATRO RICHARD RODGERS
Como um bastardo, órfão
Filho de uma vadia e de um escocês
Largado no meio De uma terra esquecida no Caribe
Pela Providência Empobrecido, esquálido
Virou herói e acadêmico?
O pai fundador na nota de dez dólares Sem pai
Chegou bem longe
Trabalhando com muito afinco
Sendo bem mais esperto
Sendo uma pessoa de iniciativa
Aos 14 anos, foi colocado Na direção de uma empresa
E, todo dia Enquanto massacravam escravos
E os despachavam pelo mar
Ele lutava e não baixava a guarda
Por dentro Ele ansiava fazer parte de algo
O irmão já aceitava mendigar Roubar, furtar ou trocar
Quando veio um furacão E a devastação reinou
Nosso homem viu seu futuro Escorrendo pelo ralo
Pôs um lápis em sua têmpora Conectado a seu cérebro
E escreveu seu primeiro refrão Um testemunho de sua dor
A notícia se espalhou Diziam que o garoto era brilhante
Coletaram dinheiro Para mandá-lo ao continente
Vá estudar Não se esqueça das suas origens
E o mundo conhecerá seu nome
Qual é seu nome, cara?
Alexander Hamilton
Meu nome é Alexander Hamilton
E tem um milhão de coisas Que ainda não fiz
Mas esperem só pra ver
Esperem pra ver
Quando ele tinha dez anos o pai se mandou Malandro, endividado
Dois anos depois Vemos Alex e a mãe acamados
Quase mortos, deitados no próprio vômito
O cheiro denso e...
Alex melhorou Mas a mãe partiu logo
Foi morar com um primo O primo se suicidou
Só lhe restou o orgulho arruinado Algo novo por dentro
Uma voz dizendo
"Alex, você precisa se virar"
Ele se refugiou e leu Tudo que estava ao alcance
Uma pessoa menos astuta Se veria num beco sem saída
Estaria morta ou viraria indigente Sem um centavo de restituição
Começou a trabalhar No escritório do locador de sua finada mãe
Negociando cana-de-açúcar e rum E tudo que ele não pode comprar
- Afana - Afana todo livro
Em que põe as mãos
- Planeja - Planeja o futuro
Veja onde agora ele se encontra Na proa de um navio
Partindo para uma nova terra
Em Nova York Você pode se tornar um novo homem
Em Nova York Você pode se tornar um novo homem
Esperem pra ver
- Em Nova York, você pode se tornar um... - Esperem pra ver
Em Nova York Você pode se tornar um novo homem
Em Nova York
Esperem pra ver
Alexander Hamilton
Alexander Hamilton
- Estamos ao seu dispor - Ao seu dispor
Você nunca retrocederia
Você aprendeu a usar seu
Tempo
- Ah, Alexander Hamilton - Alexander Hamilton
Quando a América cantar por você
Será que saberão o que superou?
Será que saberão que reescreveu as regras?
O mundo
Nunca mais será o mesmo
O navio já está no porto
- Será que o localizam? - Esperem pra ver
Outro imigrante Vindo de baixo
Esperem pra ver
Os inimigos destruíram sua reputação A América o esqueceu
Nós lutamos com ele
Eu morri por ele
Eu confiei nele
Eu o amei
E eu
Sou o maldito idiota que atirou nele
E tem um milhão de coisas Que ainda não fiz
Mas esperem pra ver
Qual é seu nome, cara?
Alexander Hamilton
1776
Nova York
Com licença, o senhor é Aaron Burr?
Depende de quem pergunta
Ah, sim, claro Senhor, sou Alexander Hamilton
Um criado ao seu dispor, senhor Estava à sua procura
Estou ficando nervoso
Ouvi seu nome em Princeton
Queria estudar de forma intensa
Quando meio que me desentendi Com seu camarada
Talvez o tenha socado É uma vergonha, senhor
Ele cuida das finanças
- Socou o tesoureiro? - Sim
Queria fazer o que você fez
Formar-me em dois anos E me juntar à revolução
Ele me olhou como se eu fosse burro Burro não sou
Como conseguiu? Como se formou tão rápido?
Foi o pedido de meus pais No leito de morte
Você é órfão É claro
Sou órfão Quem dera houvesse guerra
Pra provarmos que valemos Mais do que o esperado
Aceita uma bebida?
Com prazer
Enquanto conversamos Darei alguns conselhos a você
Fale menos
Quê?
Sorria mais
Não deixe que saibam O que contesta nem o que defende
Não fala sério
- Quer progredir? - Quero
Tolos que falam o que pensam
Terminam mortos
Ei, ô, ô! Que horas são?
Hora do show!
Como eu disse
É hora do show! Ei!
Sou John Laurens no lugar certo
Bebi dois copos de Sam Adams Mas já estou no terceiro
Soldados britânicos não mexem comigo Pois eu vou
Meter bala até ser livre
Oui, oui, mon ami Je m'appelle Lafayette
O Lancelote da cena revolucionária
Vim de longe pra dizer "bonsoir"
Dizer ao rei: "Casse-toi" Quem é o cara? C'est moi
Sou Hercules Mulligan Metido na coisa e adorando
Sim, ouvi sua mãe falando "Outra vez?"
Tranquem suas filhas e cavalos
Não é fácil manter relação Em meio a quatro espartilhos
Chega de sexo Traga outra bebida, filho
- Vamos brindar mais - À revolução
Não é o prodígio de Princeton College?
Aaron Burr.
Mande uma rima Espalhe sabedoria
Boa sorte ao tomarem partido
Vocês rimam, eu fico na minha
- Vamos ver no que dará -Bu!
Burr, a revolução está chegando Por que a enrolação?
Se não apoia nada, Burr Pelo que morrerá?
-Quem é você? -Quem é você?
Quem é você?
Quem é esse moleque? O que ele fará?
Não vou perder a minha chance
Não vou perder a minha chance
Sou igual ao meu país Jovem, lutador e ambicioso
E não vou perder a minha chance
Serei bolsista no King's College
Não quero me gabar Mas, cara, eu arraso e surpreendo
Meu problema é ser inteligente Sem refinamento
Preciso berrar pra ser ouvido
A cada palavra, esbanjo sabedoria
Sou um diamante bruto Um carvão brilhante
Atingirei a meta Meu discurso é incontestável
Só tenho 19 anos, sou muito maduro
As ruas de Nova York congelam
Carrego os fardos
As desvantagens Que aprendi a manejar
Não tenho arma pra brandir Vou faminto pela rua
O plano é fazer da fagulha uma chama
Maldição, está escurecendo Vou soletrar o nome
- Sou o - A-L-E-X-A-N-D-E-R
Deveríamos ser
Uma colônia independente
Mas a Grã-Bretanha Segue sacaneando a gente
Em resumo, os impostos são implacáveis
Aí o rei Jorge aparece Torrando a grana toda
Ele nunca libertará seus descendentes
E assim haverá revolução neste século
-É a minha deixa -Ele diz em parênteses
Não se espante Quando me vir nos livros de história
Darei minha vida se isso nos libertar
Um dia verá minha influência
-Não vou perder a minha chance -Chance
-Não vou perder a minha chance -Chance
Sou igual ao meu país Jovem, lutador e ambicioso
E não vou perder a minha chance
Não vou perder a minha chance
Não vou perder a minha chance
Sou igual ao meu país Jovem, lutador e ambicioso
E não vou perder a minha chance
Já é hora de tentar
Sonho com uma vida sem monarquia
A agitação na França levará à "onarquia"
"Onarquia"? Como é?
Anarquia
Se luto, deixo o inimigo em pânico
Com meu disparo
Ei, sou aprendiz de alfaiate
Tenho esses idiotas in loco parentis
Vou me unir aos rebeldes
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