Die ersten 200 Zeilen.
O PODER DOS DESEJOS
Era uma vez um jovem
que acreditava não haver nada mais importante do que desejos.
Mas não um desejo qualquer.
Um daqueles que nos impele.
Um daqueles que faz de nós quem somos.
Mas ele sabia também como pode ser impossível
realizar esse desejo.
E como é fácil destruir os sonhos.
Decidiu então tomar medidas.
Estudou incansavelmente a magia do mundo
e tornou-se um poderoso feiticeiro,
capaz de proteger da má vontade qualquer desejo que lhe fosse confiado,
realizando até os desejos dos bons e merecedores!
O feiticeiro não sabia se o mundo quereria o seu dom,
mas ele e a sua fiel esposa encontraram uma ilha perfeita,
em pleno Mediterrâneo.
E lá, construíram um reino como nenhum,
onde qualquer pessoa ou família, viesse de onde viesse, era bem-vinda.
Isto não anda mais rápido?
E, para sua alegria, as pessoas acorreram,
instalaram-se, vindas de toda a parte,
entregaram o seu desejo e gratidão pela sua proteção,
com a esperança real de um dia ele lhe vir a ser concedido.
E todos concordam
que não há ninguém mais merecedor
do que o meu avô.
Um homem terno
e bem-parecido
que faz hoje 100 anos!
E pronto? Já acabaste de falar?
O Valentino nunca acaba de falar.
Se ao menos te entendêssemos...
O Rei convocou uma Cerimónia de Desejos!
É agora!
Não pode ser coincidência o Rei convocar a Cerimónia no teu aniversário!
O Diabo seja cego, surdo e mudo!
Esta é a tua noite, Saba.
Sinto-o!
Asha, vamos fazer um bolo.
- Não... - Mas eu adoro bolos!
Quero dizer, não posso.
Tenho uma visita e depois...
Fiquei de ajudar a Dahlia. Sim. Portanto...
- Porque dizes isso assim? - Assim, como?
- Que estás a tramar? - Porque dizes isso?
- Conheço as tuas pausas. - Estou a amadurecer.
- As minhas pausas estão a mudar. - Asha!
Não posso falar, vou atrasar-me!
- Vemo-nos na Cerimónia! - Já lá estou!
Tenho um bom pressentimento.
Estou aqui!
Estou aqui! Estou aqui!
Um segundo.
É só recuperar o fôlego.
Hola, shalom, salam.
Estão prontos?
Sejam bem-vindos Chegaram a Rosas
Aqui irão ver coisas maravilhosas
Surpresas não há como nesta cidade
Onde os sonhos se encontram Com a realidade
Querem dançar, e bem?
Ter o cabelo enorme, também?
Pelo espaço andar?
Pois encontraram o lugar
Aqui... Na cidade de Rosas
Podes dar asas aos teus desejos
Esquecer incertezas
Aqui... Na cidade de Rosas
É difícil alguém ficar triste
Quando há tantas surpresas
Um lar para mim, para ti
E para todos nós
Cidade de Rosas
Ora bem O Rei Magnifico é o autor
Sim, deste reino foi o construtor
Com raios nas mãos e olhos de fogo
Não, não, não, estou a brincar Mas ele é poderoso
É como nós
Mas diferente
Um beijo e já ficava contente
Oh, bem
Magia no ar
E os desejos vai realizar
Oh, e... Quando alguém faz dezoito
Vai dar ao Rei o seu desejo Para ele o guardar
O Rei cuida deles Tem esse dever
E uma vez por mês Um irá conceder
Podes ser tu um dia
Ou o meu Saba Sabino O que eu mais queria!
Faz doer?
Ou chorar?
Não, e acredita que nem por falta dele Vais dar
Aqui... Na cidade de Rosas
Podes dar asas aos teus desejos
Esquecer incertezas
Aqui... Na cidade de Rosas
É difícil alguém ficar triste Quando há tantas surpresas
Um lar para mim, para ti
E para todos nós
Cidade de Rosas
Darei o meu desejo.
Esquece-lo mesmo quando o dás?
Esqueces sem pesar.
Quero conhecer o Rei!
Têm sorte, hoje há Cerimónia de Desejos.
Podem assistir.
- Adoro comida! - Apreciem.
- Foi espantoso! - Quero viver cá!
- Eu também. - Nunca partirei!
Isto é delicioso!
Ajuda-me! Melhor amiga e "doutora" do racional.
Falta uma hora para a entrevista! Que nervos! Estou quase a explodir!
Que entrevista?
Dahlia?
Falas da entrevista com o nosso cremoso e delicioso Rei?
- Não digas isso assim. - A minha melhor amiga, aprendiza do Rei.
- Serei famosa! - Já não sei falar.
Emudeci.
Caiu-me o queixo? Sinto que sim.
Finge lá que me entrevistas.
- Asha, qual é a tua fraqueza? - Fraqueza?
Os nervos tiram-me do sério?
Não, não. Preocupas-te demais.
- A sério? Isso é uma fraqueza? - Daí ser perfeito.
Não tens de quê. Tem calma.
Estás rodeada de amigos.
Biscoitinhos?
- Biscoitos. - Adoro!
- Primeiro eu. - Cuidado!
- Saiam da frente. - Sim!
Biscoitos!
Dá-mos!
- Afastem-se! - Calma!
- Afastem-se. - Adoro biscoitos.
- Safi, são de limão. - Não!
Sim!
A vida é tão injusta.
Fica com o meu.
Bazeema, de onde surgiste?
Olá.
Toma, não consigo comer.
Claro! A entrevista com o Rei!
Olha para mim.
Não te preocupes, consolamos-te quando falhares.
Gabo!
- Biscoitos! - O Safi espirrou-lhes em cima.
Obrigado.
Adiante...
Não levo a mal tentares aldrabar o sistema.
O quê? Não tento aldrabar nada.
Vá lá!
O truque é bem conhecido.
Os aprendizes do Rei realizam os seus desejos
e, geralmente, os das suas famílias também.
Nem sempre.
Talvez sempre.
O teu Saba não faz hoje 100 anos e continua à espera?
Ignora-o.
Para não falar do facto de também ires fazer 18.
Parabéns.
Daqui a meses.
Não hoje.
E quando deres o teu desejo ao Rei,
não queres acabar aqui como o Simon, pois não?
Que se passa com o Simon?
Não sei.
Andas um bocado maçador.
Não leves a mal.
Tornei-me maçador?
Acham todos isso?
- Não, maçador, não, mas... - Mais calmo.
Não te aflijas. Continuas a ser tu
e aposto que em breve terás o teu desejo.
Contrariamente ao pobre do teu Saba que ainda está à espera.
A Rainha.
- Majestade. - Rainha Amaya.
Céus!
Asha, o Rei está à tua espera.
Agora? Estou atrasada? Pensei...
Está tudo bem. A última entrevista...
Foi uma desgraça!
... acabou mais cedo. Vamos?
Está bem, estou pronta.
Não estou nada!
Estás bem. Só não toques em nada.
Não esqueças a vénia
e diz-lhe que o amo. - O quê?
Estava a brincar, não digas.
Ótimo. Muito obrigada.
Adeus! Não tenhas muita esperança!
O aprendiz deve manter o lume aceso,
pois o Rei gosta do chá quente.
Também gosta de falar. Bastante.
- Podes só ouvir. - Sou boa ouvinte.
Talvez estranhes algumas coisas,
mas o que leva um feiticeiro a precisar de certas coisas
não é da tua conta. - Certo.
E, acima de tudo não esperes ver os desejos. Nem peças.
Sim, senhora. Ou melhor, não pedirei, Majestade.
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