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Livre estou, livre estou Não posso mais segurar
Livre estou, livre estou
Eu saí pra não voltar
Não me importa O que vão falar
Tempestade vem
O frio não vai mesmo me incomodar
O que que tá acontecendo?
ERA UMA VEZ UM BONECO DE NEVE
Eu tô vivo! Quem disse isso?
Eu disse isso!
Eu posso falar, eu posso pensar, fazer malabarismo!
Não, não posso. Acho que fiquei confiante demais.
Eu pareço ser algum tipo de... boneco de neve!
Que absurdo, como é que isso seria possível?
O que eu tô dizendo? Quem sou eu?
Oi! Tem alguém aí?
Eu tô tendo um tiquinho de crise de identidade... Eu acho. (RINDO)
Então eu sou feito de neve e tô andando na neve.
Isso é meio estranho. (SACUDINDO)
Eu acho que tô perdido e confuso. Sem dúvida, eu tô confuso.
Rena é melhor do que gente...
(RINDO) Canção de celeiro.
Olá! Alguém perdeu um boneco de neve?
Bem-vindo ao Carvalho Errante.
Carvalho Errante?
Sabia que, se embaralhar as letras, é um anagrama pra "chover lá na terra"?
E eu não sei nem ler!
Não tenho a menor ideia de como eu fiz isso.
Quer saber? Gostei de você. O que quer?
Saber quem eu sou. Nem sei qual é meu nome.
Eu acho que tenho cara de Fernando.
Ou de Fábio. E cadê meu nariz?
-Você quer um nariz? -Quero! Mas eu não posso pagar.
Está tudo bem.
Isso é muito generoso, homem-urso felpudo.
Você teria... cenouras?
Acabei de vender as últimas.
Mas sei que podemos encontrar alguma coisa que também funcione.
O que é isso?
Isso seria o verão.
O verão? É muito lindo!
Abelhas zumbindo.
É o Sol! Borboletas!
Céu azul.
Nunca me identifiquei tanto com uma coisa em toda a minha vida!
É como se bonecos de neve e verão estivessem conectados.
Não tenho tanta certeza disso.
Mas se é verão o que quer, tenho o nariz certo.
-Uma linguiça? -Uma linguiça de verão.
Obrigado, seu grande e amável homem-urso de rosto rosa.
Agora eu vou descobrir o meu nome. Ah, que nariz!
Carne processada.
Fiquem longe!
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